cultura web / empreendedorismo

Quem está fora das redes ainda se pergunta exatamente isso:

“Por que o investimento para divulgar produtos e conversar com os consumidores em redes sociais como Facebook e Twitter deve dobrar nos próximos anos?”

Várias respostas surgem da matéria de Renata Betti. Mas, em síntese, vai dobrar justamente porque é investimento – e não custo, desperdício ou qualquer outro conceito que as pessoas tenham!

Exemplos são citados na matéria – como o trabalho da AmBev com a cerveja Skol e o Guaraná Antarctica, visando atingir o público de 18 a 35 anos com filmes engraçados no YouTube e o da equipe do Pão de Açucar, que está nas redes sociais por orientação de Abílio Diniz. Pensa que é fácil viralizar na rede e ser bem aceito, além de ter o “gingado” para reagir às críticas e elogios passionais? Na verdade, depende de uma estratégia tão boa quanto a de outros trabalhos, com muito planejamento e uma equipe afinada. No caso da Ambev, quinze profissionais monitoram 24 horas por dia as oito comunidades em que a marca está presente: Twitter, Facebook, Orkut, YouTube, Flickr, Blip.fm, Drimio e Last.fm.

E tende a ser assim com todas as empresas que querem fazer um trabalho bom. Uma pesquisa da Universidade Duke, dos Estados Unidos, revela que atualmente 10% do orçamento em marketing das empresas é direcionado às redes sociais e que em cinco anos este valor dobrará. Gostei de uma citação da matéria que lembrava que “independentemente da vontade das empresas, as pessoas vão comentar sobre elas na rede, para o bem ou para o mal. Quem quiser sair na frente terá de entender a regra do jogo: fazer com que prevaleçam os comentários positivos“.

Agindo assim, estará atuando como fazem quase 70% das 100 maiores marcas do mundo. Segundo um estudo feito por duas consultorias americanas especializadas no assunto, há uma relação positiva entre esse investimento e a lucratividade e quanto mais “engajada” a empresa na internet, maiores são suas chances de retorno financeiro. Em um ano, as primeiras do ranking tiveram até 20% de acréscimo no faturamento.

[Lembrando que é preciso saber fazer a ação ou uma viralização bem sucedida no Twitter pode virar contra o feiticeiro, como Visa/Walmart descobriram nesta semana]

Lendo Lição de uma marca que apostou em Social Media temos outro exemplo de empresa que conseguiu, a partir de algumas ações, consolidar sua presença na rede. [ser] “ativo em redes como o Twitter e Facebook, bem como no YouTube e  [ter] ações em perfis do MySpace e LinkedIn” ajuda muito. Mas para quê tanta rede?

Para estar presente, ter uma identidade online completa, mesmo tendo Twitter e Facebook como foco das ações de social media – é assim para a maioria das grandes corporações, pois pesquisas indicam que mais de 50% dos clientes (com poder de decisão e de compra) são usuários constantes destas ferramentas. O que tenho notado, seguindo marcas ou sendo fãs de suas paginas de Facebook, é que o Twitter é a forma transparente e ágil de estabelecer compromisso com clientes e potenciais consumidores, com a imensa vantagem de permitir solucionar dúvidas, problemas ou atender a comentários gerais, e o Facebook é um espaço para se relacionar com os clientes e divulgar novidades com mais detalhes, sendo que ambos permitem à empresa fornecer informações relevantes, oportunas e valiosas para os consumidores.

Você segue o trabalho de marcas interessantes nas redes sociais ou quer conhecer algumas marcas que já estão interagindo com os brasileiros? Mantenho uma lista no Twitter com as que eu sigo – e aceito sugestões de novas @s para constar lá. 😉

[update] Eu nem ia comentar para não dizerem que estou defendendo meus três são paulinos, mas como o Felipe deixou link nos comentários, vale lembrar (e eu já falava isso há mais de ano, tanto que minha fala saiu na Você S.A.) que é importante separar o pessoal do profissional. Este papelão de Alex Glikas, ex-executivo da Locaweb foi totalmente desnecessário – e para quem não entendeu bem, basta saber que a Locaweb é uma das empresas que patrocina o São Paulo!


Mais do que falta de um código de ética e de política interna da empresa para atuação de seus funcionários nas mídias sociais, faltou o mais importante: bom senso!

[/update]

Posts relacionados

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas