Discussão ou conversa?

Discussão: do latim quatere (chacoalhar) e dis (partir, quebrar, dividir), disquatere virou discutir, que significaria pegar um assunto e agitá-lo, até ele se subdividir em partes menores, mais fáceis de ser compreendidas que no total. Segundo Max Geringer (risos, é que leio a coluna dele) “é por isso que, em qualquer discussão, todos os envolvidos sempre parecem ter um pouco de razão: cada um só vê a parte que lhe interessa”.
E os blogs, são instrumentos de discussão ou conversas apaziguadoras de amigos?
Depende da afinidade ou falta de afinidade eu temos com o autor do blog que lemos. Eu gosto mais deles como ponto de partida para uma subdivisão em pontos de vista interessantes e enriquecedores. Mas eles nem sempre são um retrato fiel de nossa personalidade, estão mais para um auto-retrato meio cubista, surrealista, no mínimo impressionista (citei porque são três dos movimentos que adoro).
Ontem pensei um tanto nos blogs porque eu e minha familia passamos o dia com a Manu, do Carpie Diem. Conhecia Manu, que é arquiteta em Natal, RN, dos textos no Desabafo e do seu blog, em que fala da vida de arquiteta e posta belas poesias de sua autoria. Foi delicioso vê-la pessoalmente e ter horas para conversar solto enquanto passeávamos por alguns prédios bonitos de Sampa -pensei num roteiro de arquiteta e segui alguns desejos dela, que, por sorte, nos levaram a locais que apreciamos muito. Voltei para casa e pensei: quanto será que todos escondemos sob a ponta do iceberg? Porque eu a considerava uma pessoa agradável e inteligente no msn e nos textos, mas quanta coisa boa fui descobrindo ao longo do dia. Duas eu preciso comentar: a visão crítica e aberta ao mesmo tempo que notei em suas colocações e a serenidade com que ela apreciou a arte comigo e com os meninos na Pinacoteca.
Por falar em Pinacoteca: é maravilhosa a oportunidade de conferir a exposição “Imagens do Soberano”, acervo do Palácio de Versailles, que está em exposição lá. Levei os meninos e se comportaram bem, além de terem se encantado com os “luíses” XIV a XVI, inclusive como crianças. Na última sala, as imagens de Maria Antonieta nos dão uma noção desta rainha tão controversa. E me deixaram com mais curiosidade sobre o filme de Sophia Copolla.
Aos sábados as visitas são gratuitas e é um ambiente bom para mostrar para as crianças as diversas formas e escolas artísticas. Já tínhamos ido lá e há sempre uma novidade a encantar as crianças, na arte contemporânea ou em mostras como a de Versailles ou do Rio de Janeiro na rota dos mares do sul (que adoramos). Deixo aqui outra dica para os pais que gostam de apresentar cultura aos seus filhos: a coleção Folha Grandes Mestres da Pintura tem nos rendido momentos muito agradáveis de leitura e apreciação das imagens com os meninos e nos permitido acompanhar a percepção deles sobre os adultos (como diz o Giorgio).
Um único ponto negativo sobre nosso passeio cultural: passamos pelo MAM e Oca e a exposição Leonardo da Vinci- A exibição de um Gênio continua lá, mas com preço muito salgado para um programa familiar. Por que não fazem pacotes para família como nos jogos de futebol do Paulistão?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, casada, mãe de 3, jornalista no @avidaquer @maecomfilhos @biblianafamilia.

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