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Há exatamente um ano fomos para Buenos Aires e não compramos chips de 3G/telefone, confiamos só no wifi público e do hotel. Nos dois primeiros dias eu ainda sai com o iPhone, com a desculpa de fotografar as crianças, mas depois desencanei.

Foi estranho, mas me deu dimensão de que daria para viver uns dias felizes como antigamente. Sim, a gente viajava e passeava sem registrar tudo e sem conversar com outras pessoas, exceto as que estavam com a gente ou que encontroamos no caminho. Aliás, uma reflexão tenho feito sobre viagens é que a gente não conhece pessoas locais nem conversa com estranhos, embora, por outro lado, nossos amigos sempre acompanhem muito mais nosso cotidiano.

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Recentemente, nos parques Beto Carrero e Hopi Hari experimentei dias assim novamente. O sinal de telefone era ruim nos dois e não tinha wifi, resultado: iPhone na bolsa e mais olho no olho para aproveitar com os filhos.

Por outro lado, como a gente conta muito com a tecnologia, quando não tem, ficamos sem saber que fazer, já notaram? No Beto Carrero combinei de encontrar minha irmã e sobrinhos e só na metade do dia a gente se achou por lá, o parque grande e muita gente complicou nossa vida. Só quando vi wifi num restaurante, no horário do almoço, eu pude ver as mensagens dela no Whatsapp e combinar o encontro. Se fosse como antigamente, teríamos marcado algo offline, mas confiamos na tecnologia móvel e marcamos apenas que “quando chegar lá a gente se liga”!

Não vou dizer que não sinto falta da tecnologia e da internet, tampouco que tenho planos de deixar a vida online nas minhas viagens. Senti e sinto, continuarei ligada e quando estou em países que permitem, como os EUA, acho útil ter uma linha pré paga com plano de internet para me ajudar. Mas a cada viagem acho que revejo conceitos e quando faço updates, é mais por conta do blog (em especial o instagram do @convesasdecozinha).

Em muitas ocasiões o 3G me ajuda a reinventar detalhes da viagem (ver aquele museu fecha as 17h ou 18h, por exemplo, ou buscar avaliação de um lugar na região onde está para almoçar) ou os amigos opinam quando veem uma foto minha e ajudam indicando programas.

Mas gosto do olho no olho, da conversa particular só com quem está comigo e tenho exercitado isso em ocasiões como jantares fora de casa, passeios na cidade e outros momentos que parecem banais, mas mereçem minha atenção integral para ficarem gravados no meu coração e nas minhas memórias sem gadgets.

🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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