Leu algo nas redes sociais e achou estranho? Dicas para identificar notícias falsas ;)

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Já se foi o tempo em que a gente só se preocupada com notícias falsas no 1º de abril, popularmente o “dia da mentira”.

A internet criou uma fábrica de títulos sensacionalistas e inverdades que se disseminam nas redes sociais.

Sites faturam de acordo com a audiência, que conteúdos apelativos impulsionam. Pesquisas mostram que a maioria dos leitores tem dificuldade em distinguir boatos de informações confiáveis. Recomendo o texto de Nelson de Sá sobre como grandes corporações de mídia e redes sociais estão lidando com a questão e o de Oswaldo Giacoia Junior em que o autor analisa o fenômeno de relativização da verdade.

Você acha que está livre disso?

Um estudo do site BuzzFeed mostrou que 20 notícias falsas sobre a eleição americana com maior engajamento no Facebook nos três meses que antecederam a votação geraram mais engajamentos (8,7 milhões) do que as 20 notícias reais com mais reações publicadas por grandes veículos (7,3 milhões). O BuzzFeed brasileiro chegou a resultado semelhante em relação a notícias sobre a Lava Jato publicadas em 2016: as dez falsas com mais engajamento no Facebook (3,9 milhões) superaram as dez verdadeiras (2,7 milhões) –no “top ten” das notícias falsas, há quatro da turma de Poços, três das quais do finado Brasil Verde Amarelo e uma da extinta Folha Digital.

O fato incontestável é que muitas das informações circulam pela internet nem sempre são verdadeiras, especialmente nas redes sociais.

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Mas como identificar o que é verdade e o que é mentira?

Leu algo nas redes sociais?

1 – Verifique se a informação que você recebeu cita uma fonte confiável. Fontes confiáveis costumam ser os sites oficiais, páginas de jornais conhecidos, blogs respeitados. Na dúvida, pergunte para seus amigos: na internet, é a comunidade que define o que é confiável ou não.

2 – Pesquise na web para ver se mais de uma fonte confiável publicou a notícia. Informações verdadeiras costumam ser publicadas por vários sites confiáveis.

3 – Cuidado com os sites e blogs de notícias falsas. Há muitos especializados em fazer humor, por isso é importante aprender a distinguir informação de piada.

4 – Cheque sempre a data em que a notícia foi publicada. De vez em quando, notícias velhas voltam a circular como se fossem recentes. Embora possam ser verdadeiras, o contexto poderá ser diferente.

5 – Há muitos erros de português na notícia? Isso é um bom indício de que o texto não foi escrito a sério.

6 – Tenha bom senso. Na maioria das vezes é possível identificar notícias absurdas.

7 – Se continuar com dúvida, evite compartilhar informações recebidas. Afinal, você não quer passar uma mentira para frente, não é?

Fake news nascem na internet, tornam-se virais nas redes sociais e são tidas como verdade por muita gente.

as corporações digitais e empresas de mídia em todo mundo começaram a se mexer. Nesta semana eu estarei no fórum O Papel da Mídia Brasileira na Era da Pós-Verdade. Promovido pela Associação Nacional dos Editores de Revistas (ANER), acontece em São Paulo no dia 4 de abril, e se propõe a discutir os desafios do jornalismo em um período marcado pelo crescimento das chamadas “fake news”.

Existe jornalista-influenciador ou é tudo preto no branco, maniqueísta?

 

Conto mais depois! 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.