relacionamentos

Não poso de especialista no tema, mas se tem um assunto do qual creio que, pela experiência de vida, eu entendo, é de relacionamentos longos.

Meus pais foram casados, se separaram, voltaram, se divorciaram e recasaram exatamente quando eu fiquei noiva do meu namoradinho de colégio. As lições que aprendi com minha família de origem foram úteis para evitar atritos no meu casamento, que em 2013 completa 17 anos!

Outro dia li um artigo que dizia o que você ainda pode fazer para melhorar esse laço. E seja, com sorte, feliz para sempre. Gostei de algumas delas e reproduzo-as a seguir:

Diga sempre “nós”, nunca “eu”. Quem usa mais pronomes como “nós” e “nosso” nas discussões com a cara metade tem brigas menos longas e desgastantes (consequentemente, vive mais tranquilo) do que os casados que abusam dos “eu”, “você”, “meu” e “seu”. Pesquisadores americanos chegaram a essa conclusão após observarem os papos de 154 casais. Especialmente entre os que estavam juntos há mais tempo, o discurso individualista era um forte sinal de que o casamento não ia nada bem.

Busque uma pessoa que viva em tranqüilidade financeira. Esta parte achei ridícula a princípio porque na revista falava “um homem rico”, mas depois refleti sobre o quanto a tranquilidade financeira ajuda a pessoa a se sentir mais plena, mais feliz e realizada. Não falo em ser rico não, mas em estar de bem com a condição em que vive e ter sonhos que estão dentro da sua capacidade de concretizar. Pessoas assim são pais mais presentes, o que faz bem para o cérebro dos possíveis rebentos do casal. Segundo pesquisadores do Reino Unido, os filhos de pais mais “bem de vida” tendem a ter QIs mais altos. E ah, outro detalhe interessante: os caras mais tranquilos com a grana dão mais orgasmos às esposas, segundo um outro estudo britânico. (risos)

Sinta atração física por seu parceiro. Eis outro item que alterei um pouquinho porque falava “busque uma mulher bonita” e, vamos combinar, beleza é relativa, né? Mas o fato é que casamento tem que ter atração física e para manter o clima do namoro a gente tem que, como se diz, “manter a chama acesa”. Todo mundo fica mais feliz neste cenário. A parte da mulher ser bonita se refere a um estudo da Universidade de Tennessee (EUA) que constatou que ambas as partes do casal se declaram mais satisfeitas com o relacionamento quando a esposa é mais atraente do que o marido. Daí fica fácil né? Basta ter um marido que ache ótimo a gente “perder” tempo no salão e na frente do armário para se arrumar para eles!

Seja companheiro, mas nem tanto. Um estudo da Universidade de Iowa (EUA) constatou que o companheirismo excessivo (como dar, com frequência, conselhos que o outro não pediu) é mais nocivo para o casamento do que ser um marido ou esposa meio “nem aí”. Segundo os pesquisadores, é claro que a gente gosta de poder contar com alguém, mas quando esse alguém começa a cuidar demais da nossa vida, o senso de individualidade vai embora e a coisa azeda. Acho que a gente deve ser parceiro e ajudar o outro a melhorar, mas marido/esposa não pode ser seu único melhor amigo e conselheiro. É super importante ter outros interlocutores e ter outras pessoas que podem nos dar conselhos, dicas, ombro amigo e etc.

Invista em pretendentes com boa autoestima. Casar com alguém que não esteja lá muito feliz consigo mesmo é roubada, todo mundo intui isso. E a Universidade Estadual de Nova York (EUA) comprovou num estudo com jovens recém-casados que, quando uma das partes tem autoestima muito baixa, tende a se tornar co-dependente e falha em atender às expectativas do cônjuge. A tendência é que, nesse caso, o relacionamento comece a se deteriorar já no primeiro ano de papel passado.

Preserve seus interesses pessoais. Este é um conselho meu e regra de ouro. Mantenha seus interesses, crie novos focos, continue evoluindo como pessoa assim como como profissional. Claro que sempre mantenha o canal de comunicação e parceria com seu companheiro, mas não deixe de ser uma pessoa inteira, com suas características pessoais. Ver programas de TV diferentes (lembram-se do meu post sobre as noites de futebol?), ler livros seus, ter espaço na agenda para sair com amigos sem o marido e os filhos é importante. Quando começamos a namorar temos tantos assuntos, tantas novidades para trocar, tanta coisa para mostrar um pro outro! Não deixe o casamento transformar sua vida num roteiro de obrigações diárias!

Assuma que agora tem uma nova família. Nada de continuar achando que a casa dos seus pais é a sua casa e se referir à sua família ou família dele com diferença. O casamento faz surgir uma nova célula na sociedade, uma nova família, separada da que você ou ele nasceram. Quando a gente ia casar um dos padrinhos nos deu um conselho excelente: quando for falar um assunto delicado com a sogra, deixe o respectivo filho falar. A mãe (e o pai) sempre são mais tolerantes com o próprio rebento do que com o outro, que o levou… risos. Este é um modelo de parceria que mostra que o casal é uma nova célula unida, não um de um time e outro de outro…

E você, quais suas dicas para os relacionamentos durarem? Compartilhe aqui nos comentários seus acertos e erros. Certamente que aproveitaremos muito!

[update] Excelentes as contribuições dos leitores amigos nos comentários:

Admirar o outro mais que tudo é essencial. A dica é de Fernanda Bornhausen Sá (@fernandabornsa), que festejou 25 anos de casamento há poucos dias. “Quando se perde a admiraçao as coisas ficam bem difíceis. E outra coisa que acho essencial é que pelo menos um dos dois tenha um senso de humor especial, o que no nosso caso é a parte do meu marido . Bom humor deixa o casamento muito melhor,mais divertido e duradouro…”

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P.S. Outro item do artigo que eu apaguei foi este: Fuja das mulheres que têm pais divorciados. O quê?!!! Adivinharam o quanto eu ODIEI ler isso? Pois é! Um estudo da Universidade de Boston (EUA), que testou as expectativas de 265 casais que tinham acabado de selar o noivado, embasou este abuso, que diz que “mulheres com pais divorciados são mais propensas a entrar no casamento com menos comprometimento e confiança no futuro da relação, aumentando o risco de divórcio”. Cá estou eu, felizmente, para provar o contrário!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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