Dica de série: Travelers

Para quem é chegado num Sci-Fi (como eu), uma dica: Travelers.

A série original Netflix (parceria com o canal de televisão canadense Showcase) é interessante, tem ritmo bom, elenco “empático” e faz a gente fazer maratona.

(minha medida para dar estrelas para um programa!)

Travelers foi gravada em Vancouver e tem como protagonista Eric McCormack (Will & Grace), além de MacKenzie Porter, Jared Abrahamson, J. Alex Brinson, Nesta Cooper, Reilly Dolman, Patrick Gilmore, Arnold Pinnock, Dylan Playfair e Ian Tracey.

Idealizado e escrito por Brad Wright, co-criador de Stargate SG-1, além de creditado como criador de Stargate: Atlantis e SGU, a história de Travelers se passa num futuro bem distante, onde os últimos humanos sobreviventes descobrem uma forma de viajar no tempo, de volta ao século XXI. Esses “viajantes” conseguem enviar sua consciência para o passado e trabalham em segredo realizando missões para garantir o futuro da raça humana.


Na lista estão o agente do FBI Grant MacLaren (McCormack), o líder do time, Marcy (Porter), uma jovem deficiente mental sob os cuidados de David (Gilmore), seu assistente social, Carly (Cooper), mãe solteira em um relacionamento abusivo e Philip (Dolman), um estudante universitário viciado em heroína.

Armados apenas com o seu conhecimento sobre o futuro e alguns arquivos de pessoas em redes sociais, os viajantes precisam lidar com seus problemas pessoais ao mesmo tempo que com sua missão.

Minha percepção mais forte foi sobre a evolução dos personagens. Lá no fundo eu temia que a série trouxesse gente fora da caixinha demais, como os caras de 12 Monkeys (1995), que aliás também virou série da Netflix, ou máquinas frias e inumanas, como o Exterminador do Futuro.

Nada disso, felizmente.

O que vi foi uma construção razoável, que melhora com o tempo, de pessoas que se surpreendem ao voltar a um mundo do qual só tinham ouvido falar. Em alguns pontos, lembrou momentos delicados de Meia noite em Paris (2004), sabem? E em outros, me fez pensar muito no quanto da gente fica no corpo físico, no quanto somos corpo e alma, um todo que nem sempre se separa.

[A PARTIR DAQUI TEM SPOILERS]

Em especial os personagens de Eric McComack (claro, ele foi o Will de Will & Grace, a gente já vê com simpatia) e de MacKenzie Porter me tocaram. A empatia com Marcy é inevitável: ela era deficiente mental e leva consigo a vulnerabilidade do corpo que assume.

A história de amor dela com David (Patrick Gilmore) é encatandora e a gente se pega torcendo por um final feliz. E a atriz tem a chance de mostrar seu talento num ponto, mais para o final da primeira temporada, deixando uma perpectiva interesante que lembra um pouco a insanidade de Efeito Borboleta (2004).

Os personagens de Nesta Cooper, como Carly, a mãe solteira de um bebê, ainda com a relação física muito forte com o filho, e de Jared Abrahamson, como Trevor, um adolescente classe média que vive em vulnerabilidade social por suas escolhas, também me fizeram pensar no quanto nosso organismo pesa sobre nossa alma. E Reilly Dolman, que vive um universitário viciado em heroína, é um ponto avulso, de uma solidão que assusta, mas não a ponto de enternecer.

Em resumo, eu veria novamente, de tanto que gostei.

🙂

Se Ficção Científica for o seu estilo, recomendo!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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