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Há algumas semanas falei de Outlander aqui, en passent, quando indiquei o filme Belos Sonhos. O tempo passou, minha maratona Netflix acabou e este foi um dos casos em que fiquei tão envolvida com a história que não podia deixar de continuar.

Na Netflix só  tem uma temporada, mas já tem rumores da gravação da terceira. CDF como sou, fui pesquisar, buscar saber mais e cheguei nos livros que deram origem à série – sobre os quais a amiga Cyn Cardoso falou super bem no seu blog – e acabei me rendendo a eles. O resultado é que não vi mais séries desde que comecei a ler!

(e olha que teve estreia de House of Cards e Bloodline neste período!)

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A primeira temporada da série foi baseada no primeiro livro (“Outlander”, em português “Viajante no Tempo”) da Diana Gabaldon da série de livros Outlander. Dizem que, com algumas adaptações, as próximas temporadas seguirão um pouco a obra, mas eu já sei que depois de ler os livros a gente fica chato e nem sempre gosta do que vai para a telinha. Eu fui assim com Game of Thrones (comecei a ler os livros depois da primeira temporada da série e larguei a versão em vídeo na terceira).

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Mas, afinal, Sam, do que se trata?

Trata-se de um romance que, nas telas, agrada homens e mulheres. Tem um lado humano, de cuidados com os outros na Claire que é enfermeira e não foge de sua vocação, mas nada meloso demais, pois há toda a parte da aventura histórica com altas doses de testosterona dos homens das Terras Altas! Lembram de Highlander, o Guerreiro Imortal? Bom, é aquela região e olha, tem que ser um “homão da porra” pra viver naquele lugar. E mulher também, gente, a Claire é heroína do tipo que não foge de nenhuma luta!

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

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Essa percepção de que o amor pode surgir de outro jeito, sem buscar, mesmo com resistências e incongruências, é o que me faz lembrar de postar indicando a série no Dia dos Namorados.

(Tá, eu continuo achando esta data meio boba e comercial ao extremo, mas sempre vou dar uma chance ao amor!)

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Se no começo ela parece bem com o (chato) marido, a gente torce por ela e Jamie desde o primeiro momento juntos. Mas ela continua se sentindo casada, mesmo tendo voltado no tempo 200 anos, e ele continua vivendo sua vida de “cara de 20 anos” com uma saúde “ô lá em casa”! E no meio disso, tem uma pequena guerra de poder entre os clãs e uma grande guerra entre os ingleses e os escoceses, entre a igreja anglicana e a católica, entre mundos que se colidiram depois.

O desafio dela é ajudar as pessoas sem demonstrar como sabe tanto de cura porque uma mulher que entende de medicamentos e doenças até então sem cura só pode ser feiticeira, além de agir com diplomacia nas questões políticas sem mudar a história de modo muito grave!

Não sei o que eu faria no lugar dela neste segundo ponto. Desde que vi De volta para o futuro, quando ainda era criança, me pergunto o que eu faria se voltasse e olha, não sei até hoje!

:p

Mas sei que a série é interessante, um passatempo bom sozinho ou a dois, e há o (bom) risco de se encantar com a história e ficar como eu, lendo sem parar.

🙂

A Viajante do Tempo é também uma série, mas de livros escritos por Diana J. Gabaldon, com a Claire Randall como personagem principal que viaja no tempo para a Escócia do século XVIII e encontra aventura e romance com o audacioso James Fraser.

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(Cena da segunda temporada da série e do livro que estou lendo agora, quando eles estão na França)

A trama se passa na Escócia, França, Índias Ocidentais, Inglaterra e América do Norte, e mescla diversos gêneros, com elementos de ficção histórica, romance, ficção de aventura e ficção científica/fantasia.

A lista de livros:

  1. A Viajante do Tempo (1991)
  2. A Libélula no Âmbar (1992)
  3. O Resgate no Mar (1993)
  4. Os Tambores de Outono (1996)
  5. A Cruz de Fogo (2001)
  6. Um Sopro de Neve e Cinzas (2005)
  7. Ecos do Futuro (2009)
  8. Written in My Own Heart’s Blood (2014) (Ainda sem tradução no Brasil)

Curiosidades:

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Sam Heughan, que interpreta Jamie Fraser na série Outlander, é escocês (nasceu em New Galloway, Dumfries and Galloway) e seus pais escolheram seu nome por conta do personagem Samwise Gamgee de O Senhor dos Anéis. Ele cresceu numa casa remodelada a partir de um estábulo e localizada no terreno de um castelo (perfeito para o papel que o marcaria, né?) e até aos 14 anos a sua turma na escola era composta por apenas quatro alunos.

(Fotos da revista The Last Magazine)

(Fotos da revista The Last Magazine)

Caitriona Balfe (gente, não consigo falar bem este nome até hoje!) é irlandesa, mas já viveu na França, Inglaterra, Itália, Alemanha e Japão enquanto trabalhava como modelo, por isso, além do inglês, fala francês e irlandês. Por sua protagonista, Caitriona foi indicada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série Dramática e para dois prêmios Saturn Award.

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Tobias Menzies é inglês e muita gente vai lembrar dele em outros papeis: Marco Júnio Bruto, o Jovem na série  Roma (2005–2007) e Edmure Tully em Game of Thrones (2013), antes de interpretar os dois Randall, Frank e Jonathan “Black Jack” Randall em Outlander, pela qual ele recebeu indicações para o Saturn Awards e Globo de Ouro. Curiosidade mesmo sobre ele é que Tobias frequentou uma escola (Perry Court Rudolf em Canterbury, Kent) que adota a pedagogia Waldorf e o o ensino através de movimento, canto e aprendizagem de instrumentos.

E para quem já segue a série, um gostinho da terceira temporada:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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