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“Há um tempo atrás eu parei de seguir alguns perfis no instagram porque percebi que estava ficando ansiosa em relação ao assunto “comida”.  Por um lado, temos disponível muita informação sobre o que comemos e como nosso corpo é nutrido; por outro lado, nenhum tema, hoje, é imune às nossas neuroses, à nossa capacidade de dar audiência a polêmicas, à nossa intolerância ou preconceito. Estamos doentes, estamos nos envenenando, estamos fazendo tudo errado. Tem o amigo que é vegetariano, o outro que é vegan, a sobrinha que come quinoa e a outra que viveria de chocolate. Tem a sogra que não abre mão do refrigerante e a mãe que acha tudo uma frescura. De perto, ninguém é normal, já avisava o cantor. Compartilhar uma refeição começou a ficar um negócio bem complicado. Tem a culpa que vem de conseguir comprar os orgânicos e não conseguir consumi-los todos. Tem muito programa de comida na tevê, mas ainda tem gente passando fome… em 2017! Fazer dieta é tão anos 80… mas hoje, até as grávidas estão “saradas”, na internet.”

Lívia Lisbôa, jornalista e atriz, colunista do A Vida Quer.

As palavras não são minhas, mas tiveram uma afinidade enorme com o meu final de semana, quando compartilhei o update abaixo no grupo Cosmethica – descubra a beleza por trás do rótulo.

E também nestes dias consegui ver, finalmente, o polêmico filme original Netflix “O mínimo para viver“.

Indiquei o filme no instagram do blog e Lívia comentou que viu o filme, o que me fez propor um post a 4 mãos.

Neste final de semana consegui ver, finalmente, o polêmico filme #originalnetflix "O mínimo para viver". Lançado pouco tempo depois de #13reasonswhy e tratando de outra polêmica adolescente – #anorexia #bulimia e #transtornoalimentar – o longa foi criticado por mostrar com algum detalhamento a realidade de jovens que não conseguem se alimentar e precisam de tratamentos médicos para sobreviverem. Li na época do lançamento que a proposta de era "descortinar a anorexia, doença que faz suas vítimas definharem tanto fisicamente, quanto de forma mental. Uma pessoa anoréxica sempre se vê fora do corpo desejado, no caso acima do peso, causando um distúrbio alimentar sério. O anoréxico conta calorias, cria aversão à comida e muitas vezes vomita ou cospe o alimento para evitar o acréscimo de peso." A atriz #lilycollins (filha de #phillcollins sabia?) está realmente magérrima e interpreta bem a personagem quase surreal, tantos são os clichês dos desfortunios familiares que ela vive. #keanureeves está um tanto quanto ele (quando não está matando todo mundo!) assim como a mãe (vivida por #lillytaylor) e a madrasta (vivida por #carriepreston) da personagem. Os personagens de #alexsharp e #lianaliberato também ajudam muito a amarrar a história. Recomendo o filme, em especial para quem de alguma forma convive com jovens. 😉 Curiosidade: role as imagens para ver outros personagens e entender o quanto a atriz emagreceu! #streamteam #netflixbrasil #filme #cinemaemcasa #dicadefilme #agentenaoquersocomida #avidaquer @avidaquer por @samegui

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O que ela contou para mim foi muito parecido com o que vi no filme:

“Resolvi ver o filme em busca de alguma pista de como lidar com essa diversidade de transtornos que nos cercam.
Mas um filme não é um manual. Pra mim, é uma espécie de janela, que deixa ventilar as ideias cansadas. Diante da morte iminente, o que dá sustentação (ainda que frágil) ao fio da vida da personagem? A integridade de uma irmã, a presença insistente da família, um primeiro amor tão patético quanto encantador, dividir angústias, o maravilhamento frente à arte. Estamos vivos. E, enquanto existe vida, existe a chance de procurarmos uma saída que seja a certa. Para nós.

🙂

Lançado pouco tempo depois de #13reasonswhy e tratando de outra polêmica adolescente – anorexia, bulimia e transtorno alimentar – o longa foi criticado por mostrar com algum detalhamento a realidade de jovens que não conseguem se alimentar e precisam de tratamentos médicos para sobreviverem.

Li na época do lançamento que a proposta de era “descortinar a anorexia, doença que faz suas vítimas definharem tanto fisicamente, quanto de forma mental. Uma pessoa anoréxica sempre se vê fora do corpo desejado, no caso acima do peso, causando um distúrbio alimentar sério. O anoréxico conta calorias, cria aversão à comida e muitas vezes vomita ou cospe o alimento para evitar o acréscimo de peso.

A atriz Lily Collins (filha de Phill Collins sabia?) está realmente magérrima e interpreta bem a personagem quase surreal, tantos são os clichês dos desfortunios familiares que ela vive.

Keanu Reeves está um tanto quanto ele (quando não está matando todo mundo!) assim como a mãe (vivida por Lilly Taylor) e a madrasta (vivida por Carrie Preston) da personagem. Os personagens de Alex Sharp e Liana Liberato (de Confiar, lembram-se?) também ajudam muito a amarrar a história.

Mas acho que os dois pontos mais importantes na fala do médico que diz que “só vai tratar a menina se ela quiser viver” (porque sim, a escolha é da pessoa, não pode ser só da família, dos amigos, dos outros) e a ênfase de que não é só uma doença depressiva, é algo que (desculpem o trocadilho) se alimenta do prazer da sensação de autocontrole.

“Justamente por isso, quando esse prazer (que também é imediato) é encontrado por alguém que está sofrendo por não ter o controle de nada na vida, ele pode se tornar uma obsessão. E talvez uma tragédia.”

Recomendo o filme, em especial para quem de alguma forma convive com jovens.

Há cerca de um ano eu descobri que uma amiga de internet, mas daquelas raras pessoas do mundo digital que a gente conhece ao vivo, troca segredos e depois “passa a seguir” lutava há 17 anos com a bulimia. Eu juro que não sabia. Que triste! Me ressenti tanto porque eu realmente queria ter feito algo e jamais notei que tinha isso na vida dela.

🙁

Hoje ela está bem e mantém um grupo excelente no Facebook chamado Precisamos falar

Recomendo seguir perfis sérios de pessoas que sabem do que se tratam os transtornos alimentares, buscar ajuda e não se afundar no chorume da mídia e das redes sociais que trazem notícias como esta:

https://www.instagram.com/p/BXL-EXfHiPf/?taken-by=mbottan

E por fim, vale lembrar:

Algumas pessoas têm me agradecido por representar as "mulheres reais". Mas pessoal, nossa luta é para sermos vistas além de nossa aparência, e isso inclui todos os corpos. Não precisamos diminuir um tipo de corpo para valorizar outro, porque ao agirmos assim ainda estamos contribuindo para que alguém se sinta inadequada, excluída. . Se você tem um corpo e uma mente, se você ama, chora e ri, você é uma mulher real. E mesmo os corpos esculpidos de forma artificial carregam dentro uma alma real de alguém tentando se encaixar. . O que precisamos mudar é essa cultura que nos faz sofrer, não o alvo do bullying. E sabe o que é tão real quanto todas nós? Nosso poder de começar essa transformação. . Questione, reclame, exija mudança. Apenas lembre-se que essa mudança não é sobre apagar mulheres magras das propagandas, e sim sobre incluir e representar todas as mulheres reais. Uma arma poderosíssima é deixar de dar o seu dinheiro para quem acha que o seu tipo de corpo não merece ser visto numa revista ou comercial de TV. Contra o problema, não contra outra vítima. . Essa revolução só vai acontecer com a união de todas nós. Bóra respeitar, acolher e dar as mãos? 👭🌸✊🏻💜 . . (Texto da foto traduzido de @dothehotpants) . . #anorexia #bulimia #dieta #emagrecer #emagrecimento #jejumintermitente #jejum #paleo #lowcarb #corposarado #corpoperfeito #barrigachapada #projetoverao #diversidade #mulher #projetovidão

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Curiosidade: veja outros personagens e entender o quanto a atriz emagreceu!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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