cinema / destaque / entretenimento

Se eu tivesse me baseado só na sinopse (que aliás, a maoria dos sites copiou e colou para caçar cliques de internautas) nunca teria parado para ver Eu, ele, ela.

“Uma comédia sobre três jovens envolvidos em questões sobre identidade sexual. Explorando sexo, amor e amizade, eles vão questionar a si mesmos e as concepções impostas pela sociedade.”

O começo do trailer, com este cara atendendo o celular num banheiro público todo rabiscado, também não me atraiu muito.


Mas, mesmo assim, resolvi dar uma chance e vi o filme na parceira do blog com a Sinny Assessoria.

E valeu!

O filme gira em torno de três jovens naquela fase que Tolkien chamava de “vintolescência” e acho que cabe perfeitamente para a idade depois que ficou “adulto”, mas ainda não tem todas as habilidades para encarar as responsabilidades como gostaria.

É facil cair no lugar comum de achar que (1) eles são friends with benefits (2) num ménage a tròis e (3) é uma comédia tipo American Pie, mas, felizmente, essas suposições não descrevem o filme, mas servem bem para mostrar o que ele discute: como sobreviver e se descobrir em meio às concepções impostas pela sociedade.

De alguma forma, os três estão envolvidos em questões sobre identidade sexual, uns com suas incertezas, outros com certezas, todos na busca que ocupa boa parte da vida humana: do amor.

Brendan (Luke Bracey), que lembra um pouco Lito, de Sense8, é um ator de seriado policial tentando sair do armário para os seus pais (vividos por Geena Davis e Scott Bakula) e que decide fazer o teste contando tudo “pela primeira vez” para Cory (Dustin Milligan), seu amigo desde os tempos da faculdade, e pede sua ajuda e companhia por uns dias. Na viagem para LA para apoiar o amigo, que obviamente ele já sabia que era gay, Cory conhece Gabby (Emily Meade), uma garota lésbica que nunca teve dúvidas sobre sua homoafetividade até que numa bebedeira depois de terminar um longo namoro, passa a noite com um cara legal, que é Cory.

O amor tem que ter uma tag tão fixa? Se a gente defende toda forma de amor, será que pode passar de homoafetivo para heteroafetivo? É essa a pergunta de Eu, ele, ela.

Por conta das referências, é um filme que eu não indicaria para menores de 16, mas tem um valor pela crítica social. Filme de estreia de Max Landis (roteirista de Poder Sem Limites) e dos mesmos produtores de Pequena Miss Sunshine, o filme me chamou atenção porque discute o vazio da vida sob os holofotes ao qual as celebridades estão submetidas, mas ao qual muitos de nós também se curva por diversas razões.

haley-joel-osment-main

Curiosidade: Haley Joel Osment (o menino do Sexto Sentido) faz uma ponta como “ele mesmo”.

Emily Meade, conhecida por interpretar Pearl em Boardwalk Empire, Aimee em The Leftovers e Ella em Fringe., está bem no papel. Também lembro dela em Nerve, filme que vi nas férias na Netflix e sobre o qual preciso falar mais.

Minha dica de hoje é um filme de ação que vi com meus filhos adolescentes. Eu admito que, quando vi #nerve no catálogo da @netflixbrasil, não pensei em “perder tempo”. E se fosse outro #iboy? Mas li que os diretores #HenryJoost e #ArielSchulman fizeram em 2010 um documentário chamado #Catfish, no qual investigavam a construção de uma identidade virtual falsa e que seria esse o centro moral de “Nerve”. E, enfim, resolvi dar uma chance… O que o filme sustenta – e não é nenhuma novidade – é que na internet as pessoas se escondem por trás de um perfil falso, numa segurança ilusória de que jamais serão descobertas, e são capazes de falar (ou até cometer) as maiores atrocidades, de que “na vida real” não teriam coragem. Não posso dizer que o filme é excelente, mas vimos até o fim, teve momentos de emoção e rendeu conversas interessantes depois. 🙂 O filme (de 2016) é baseado num romance homônimo de #JeanneRyan. No elenco estão @emmaroberts @juliettelewis #emmaroberts #juliettelewis #davefranco #streamteam #netflixbrasil #agentenaoquersocomida #avidaquer @avidaquer por @samegui avidaquer.com.br

Uma publicação compartilhada por A Vida Quer (@avidaquer) em

Eu, Ele e Ela está disponível no NOW, VIVO PLAY, Google Play e iTunes.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas