relacionamentos

network.jpgAs questões envolvendo jornalistas e blogueiros continuam saltitando, pontuais, na blogosfera. Nesta semana, não pude participar e opinar porque estive envolvida nos contatos iniciais com executivos e autores do Nossa Via, mas li o que deu pelo meu Google Reader. (Aproveito aqui para responder aos amigos que leram no meu post e me mandaram e-mail perguntando se aceitei o convite, aviso que sim. 😉 )

Uma ótima leitura neste assunto foi uma entrevista Tiago Dória (e nela destaco a parte 2) no Não Zero. Blogueiro mais que reconhecido e também jornalista, com muitas reservas sobre a monetização vazia dos blogs (esta de criar um blog só para fazer dinheiro) ele é daqueles que, como eu comentava ontem com Wagner, um dia vão chamar de “dinossauro” dos blogs – não ri não, você também vai entrar nesta lista e, pior, vai ficar honrado! – e gostei de ver que ele começou normalzinho como eu e você. Reproduzo e destaco em negrito alguns trechos da entrevista com os quais me identifiquei ipsis literis:

“Montei o blog para desafogar a caixa de emails dos meus amigos, pois sempre mandava várias mensagens ao dia com coisas legais que havia encontrado na web. Para mim, o blog surgiu como uma ferramenta para registrar minha navegação na web. De certa forma, até hoje ele continua nessa dinâmica.

Estou transferindo um pouco desta profusão de dicas para o Meu Clipping, que criei para reproduzir notas (sempre com as fontes e links) sem dar muita opinião. Mas continua sendo muito disto aí para mim… 😉 Esta é uma das muitas mudanças que notei que o blog, ao adquirir vida própria (motivada pelos comentários e o que vamos lendo e aprendendo por aí) nos força a empreender. O blog é o orgânico, tem vida, tem mobilidade, nos sentimos livres para criar e nos livramos da postura engessada que a experiência profissional – mesmo na internet – pode trazer.

“Como não existe um controle editorial, o blog acaba adquirindo vários ‘moldes’ ao longo do tempo. É algo orgânico, não estanque. Acredito que essa mudança ocorreu por que alguns leitores começaram a pedir que eu opinasse sobre alguns assuntos, além disso, passei a receber para editar o blog, o que garantiu que eu tivesse mais tempo para atualizá-lo.”

Neste ponto, mostrar que aprendeu com outro – e dar o nome do “professor” – é o que pode fazer o blog um espaço de troca fraterno, justo, favorecendo a dinâmica. O formato blog, com o hyperlink e a liberdade no tamanho do texto, couberam perfeitamente para mim. Antes da internet, eu costumava trocar cartas (para treinar inglês, depois para fazer novos amigos em português mesmo) e sempre dava uma dica de livro, se citava alguém era com aspas, enfim, sempre promovendo uma troca de informações. Depois veio o e-mail, os sites (eu tive vários sites temáticos no hpg – por puro deleite ou para divulgar meu trabalho- e por isso hoje entendo um pouco do html), o orkut (onde eu ainda mantenho algumas comunidades criadas em 2004), grupos de discussão (antes do Desabafo de Mãe eu já moderava um, o extinto Nossos Baixinhos), um caminho trilhado mais ou menos na mesma prática, promovendo networking.

“Acredito que a principal coisa que aprendi com o blog é que agregar é tão importante quanto criar conteúdo original. É relevante você não somente produzir conteúdo, mas ser uma espécie de hub* de coisas interessantes que estão acontecendo por aí. Uma espécie de DJ de conteúdo. Isso de feedback, interatividade, participação dos usuários não me impactou tanto, pois quando trabalhei com outras mídias já havia convivido com estes aspectos, mesmo que em menor escala.
Mas a característica mais interessante do blog é a sua capacidade de ser uma ótima ferramenta de networking, de aproximar pessoas que tenham, mais ou menos, as mesmas afinidades. Por meio do blog, conheci muitas pessoas interessantes.”

Eu continuo fazendo do blog um diário, ainda não recebo para escrever aqui. Sinceramente, não sei se mudaria minha prática se recebesse, acredito tanto na mídia social que continuaria no mesmo formato de textos e fomentando, sempre, a troca com o leitor, que é meu principal objetivo. E você, com sente que está conduzindo o seu?

P.S. Mídia social foi um termo que se tornou consenso nesta semana no Café com Blog para definir a ação da blogosfera como um novo meio de comunicação, separado até da internet, da qual derivou. Durante a semana muita gente tratou do tema e eu nem vou repetir, convido os interessados a lerem alguns:

* hub é um termo da informática, aquele que interliga diversos computadores e faz redes funcionarem. Se você tem mais um computador usando internet em casa, deve ter um. Traduzem-no como concentrador, que cabe bem no uso que se faz da expressão para blogs: por ele passam informações que são distribuídas na rede, replicando a notícia.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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