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Hoje é #DiaMundialdeCombateàAids.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a UMC – Universidade de Mogi das Cruzes lançou na última quarta-feira, 19 de novembro, a campanha virtual “Desafio da Camisinha”. Em referência ao Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado em 1º de dezembro, o movimento busca reacender a lembrança sobre a importância do uso do preservativo.

Focada no público jovem, a campanha utiliza as redes sociais para chamar a atenção sobre a importância do uso do preservativo e pede para que a população divulgue fotos mostrando um preservativo ou com mensagens de apoio à prevenção ao HIV. A iniciativa também prevê que ao postar a foto, até cinco amigos sejam marcados em mídias como o Facebook e o Instagram, multiplicando a mensagem de prevenção. A maior atenção da campanha ao público jovem se dá pelo crescimento dos índices de infectados pelo vírus do HIV na população entre 15 e 24 anos, que responde atualmente por um a cada três novos casos da doença no Brasil.

Vem, gente. Participe também usando as hashtags #SPcontraAids #UseCamisinha #UsoCamisinha #IS2Myself

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“O surgimento dos antirretrovirais fez com que esta população ‘baixasse a guarda’ em relação à prevenção. Os mais jovens não vivenciaram o início da epidemia da Aids, nos anos 1980 e 1990, quando 22 milhões de pessoas morreram em função de complicações da doença”, alerta o idealizador da campanha, o médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e professor da UMC, Dr. Jean Gorinchteyn.

Somente entre 2008 e 2013, o número de casos aumentou 11% no Brasil.

Avançamos, é verdade. Mas… É importante lembrar que a prevenção é o melhor caminho, pois a Aids continua sendo uma doença sem cura. Uma vez infectado, o paciente terá que conviver com uma doença crônica, que exige disciplina e disposição para o uso contínuo de várias medicações combinadas (o coquetel) e que podem causar inúmeros efeitos colaterais.

Temos alguns números bons, nem tudo é negativo neste 1º de dezembro. O Ministério da Saúde apresentou hoje o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids 2014, marcando o Dia Mundial de Luta contra a aids (1º de dezembro).

O Brasil chega este ano com 29% a mais de pessoas em tratamento com antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na comparação com 2013. De janeiro a outubro do ano passado, 47.506 pessoas entraram em uso de medicação antirretroviral, sendo que neste mesmo período de 2014 foram 61.221 pacientes. No total acumulado, quase 400 mil pessoas já estão em terapia com estes medicamentos, neste ano.

O crescimento no número de pessoas em terapia com antirretrovirais é um dos impactos do Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids, lançado em 1º de dezembro de 2013. O protocolo garantiu acesso aos antirretrovirais a todas as pessoas com testes positivos de HIV, mesmo aquelas que não apresentem comprometimento do sistema imunológico.

Outro resultado positivo do protocolo é o aumento expressivo de pessoas que iniciam o tratamento com CD4 acima de 500, ou seja, pessoas soropositivas com imunidade normal. Os dados do novo boletim indicam que 37% dos pacientes que entraram em tratamento em 2014 tinham CD4 acima de 500. Isso demostra que protocolo está funcionando: os médicos estão prescrevendo de acordo com a diretriz do Ministério da Saúde e os pacientes estão tomando corretamente os medicamentos prescritos.

Avanços nos últimos dez anos:

Em 2004, a taxa de detecção, que era de 9,6 por 100 mil habitantes, passou para 12,7 por 100 mil habitantes em 2013. O Brasil tem adotado, nos últimos meses, uma série de medidas para controle da transmissão, entre elas a ampliação da testagem de HIV em populações chaves (gays e homens que fazem sexo com homens, transexuais e travestis, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo), além da facilitação do acesso de medicamentos, com a incorporação de novas formulações mais fáceis de serem usadas pelas pessoas vivendo com HIV/aids. Em 2014 o Ministério incorporou o 3 em 1 no Rio Grande do Sul e no Amazonas e já estendeu a compra para todo país. Além disso, incorporou o 2 em 1 e o Ritonavir termoestável, que dispensa a conservação em geladeira, dentre outras novidades. Todas essas medidas irão proporcionar que um grande número de pessoas possam se beneficiar do início precoce da terapia.

Números brasileiros:

De acordo com o novo boletim epidemiológico, cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e aids hoje no país. Deste total, 80% (589 mil) foram diagnosticadas. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no país. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano.

Quem ajuda:

Hoje o Ministério da Saúde também anunciou o lançamento do Fundo Nacional de Sustentabilidade às Organizações da Sociedade Civil (Fundo Posithivo) que trabalham no campo das DST/AIDS e Hepatites Virais. O fundo tem como meta arrecadar recursos da iniciativa privada para financiar projetos sociais de Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

O fundo irá mobilizar recursos adicionais para as OSC, proporcionando a sustentabilidade e o aprimoramento das respostas sociais e políticas a estas enfermidades no Brasil. A Fundação de Amparo à Pesquisa e à Extensão Universitária (FAPEU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficará responsável pelo seu gerenciamento nos 3 primeiros anos. O fomento à criação do Fundo tem como objetivo contribuir para uma fonte adicional de recursos à luta contra a AIDS no país, que tem na Sociedade Civil Organizada um aliado estratégico.

Atualmente, trabalham com o tema DST, Aids e hepatites Virais no país cerca de 350 organizações da sociedade civil (OSCs). Além da mobilização de recursos financeiros, o fundo pretende contribuir com a prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, ao HIV/aids, às hepatites virais e à promoção da saúde, especialmente entre jovens.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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