Dia mundial sem cigarro (com delay)

Estou atrasada, eu sei, mas como ainda estamos na semana sem tabaco, lá vou eu comentar uma experiência que tive no Dia Mundial Sem Tabaco (31/05). Estive numa gravação na Band para o programa Boa tarde, de Silvia Popovick (minha participação foi sobre babá homem e deve ir ao ar hoje), e pude assistir ao programa do dia, que tratava exatamente do tabagismo. Todo mundo sabe que fumar é um risco para a sua saúde e para a de quem está a sua volta, mas pouca gente sabe o quanto a situação piora no caso das mulheres, foco da campanha contra o tabaco neste ano.

O fumo é a causa da morte de 40% das mulheres com menos de 65 anos e, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas, sendo 1 milhão e meio mulheres, que já são 200 milhões no mundo. Por incrível que pareça, embora o Brasil seja o país onde nos últimos 20 anos houve a maior queda no número de fumantes, entre as mulheres a queda foi menor e se o número não baixar, até 2030 cerca de 2 milhões e meio de mulheres podem morrer vítimas do tabaco.

Veja quais são os impactos do cigarro para a mulher, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca):

– Jovens fumantes que usam pílula anticoncepcional têm dez vezes mais chance de sofrer ataque cardíaco e embolia pulmonar do que outras da mesma faixa etária que não são fumantes e usam o mesmo medicamento.

– As fumantes que fazem uso de pílula anticoncepcional apresentam maior risco para doenças do sistema circulatório, aumentando em 39% as chances de doenças coronarianas e em 22% de acidentes vasculares cerebrais.

– Mulheres fumantes que não usam pílula anticoncepcional têm a taxa de fertilidade reduzida em 18% em razão do efeito causado pelas taxas de concentração de nicotina no ovário.

– Mulheres que fumam antes da gravidez têm duas vezes mais probabilidade de ter um atraso no processo da concepção e têm 30% mais chances de infertilidade.

– Fumar durante a gravidez compromete a saúde do bebê. O cigarro pode causar abortos espontâneos, nascimentos prematuros. Mortes fetais, complicações com a placenta e sangramentos ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida é fumante.

– A gestante fumante pode apresentar mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida não-fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos que o monóxido de carbono e a nicotina exercem sobre o feto.

– Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular.

Após o programa, conversei nos bastidores com a Dra. Jaqueline Scholz Issa (Cardiologista e diretora do Ambulatório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração de São Paulo) e ela me contou que o Incor está iniciando um projeto ligado às gestantes fumantes, o que deixa todos ainda mais surpresos, não é mesmo?

Quem pode crer que, além de se intoxicar, uma mãe pode intoxicar o bebê que está crescendo no seu ventre? Infelizmente isso acontece e estudos indicam que as mulheres teriam mais dificuldade para se livrar do vício, fator que merece uma investigação e demonstra a importância de se buscar ajuda médica para deixar o tabagismo.

Os dados do programa são asustadores, como podem ver nos vídeos abaixo:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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