Dia Mundial dos Animais

dmanimais.jpgLi no blog De tudo um pouco que hoje é Dia Mundial dos Animais. Tive animais em casa a vida toda, em certo período meus irmãos e eu chegamos a ter duas cadelas, um gato, passsarinhos (meu pai sempre gostou deles em gaiolas e minha mãe odiava), um galinheiro e até um carneiro pastando na grama. O carneiro viveu perto de um ano com a gente e nos sentíamos numa fazendinha. Isto numa rua central de Pato Branco, uma cidade média do Paraná. E foi justamente lá que minha tristeza com “pets” começou e me marcou tanto que não tive ainda coragem de dar um cãozinho para os meninos. Claro, morar em apartamento é um outro motivo para evitar o cãozinho, mas nada que um shih-tzu ou lhasa apso não resolvessem. A questão é mais emocional mesmo.

No entanto, vivemos uma história linda com um cãozinho da familia que amoleceu meu coração. Em 1992, quando ainda namorava o Gui meus pais compraram dois cocker spaniel para meus irmãos mais novos. Buddy e Twiggy, lindos, queridos e muito ligados a nós. Buddy tinha ciúme do Gui, tentava delicadamente nos separar quando nos despedíamos no portão!(risos) e Twiggy muitas vezes dormiu no quarto que dividia com minha irmã. Depois que casei meus pais mudaram para um apartamento e o Buddy acabou ficando com o vizinho Giorgio (minha inspiração), que era pequenobuddy-e-juju.jpg e amava demais o cão. Mas o Buddy queria a sua família e fugiu. Anos se passaram e nem gostávamos de falar em cães, pois Twiggy teve cinomose e ficamos sem ela também. Em 2003 (sim, muitos anos depois), passávamos por perto da nossa antiga casa num dia chuvoso e eis que Gui tem a impressão de ter visto o Buddy. Apesar de parecer impossível, paramos e fomos ver. O cão sarnento, doente, magro, nos olhou e chorou. Chamei da janela e ele me olhou com um ar de felicidade e de quem completou sua missão. Enfim, apesar de idoso, ele mora com meus pais até hoje e está ótimo.

Espero breve poder contar aqui que decidi dar um cãozinho para os meninos. Por enquanto, vou festejar o dia dos animais com nosso único animal de estimação: a Jujuba, hamster da família e amada pelo Giorgio.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.