Dia Mundial do Câncer: mitos e verdades sobre a doença

“O Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) é uma iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), que tenta evitar milhões de mortes a cada ano por meio do aumento da consciência e educação sobre a doença.”

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As ações deste ano estão alinhadas com o objetivo de acabar com os mitos sobre a doença, sob o slogan “Câncer – Você sabia?” e busca melhorar o conhecimento geral em torno do câncer e destituir equívocos sobre a doença.

Os quatro mitos trabalhados pela campanha são:

O câncer é apenas uma questão de saúde. A verdade é que o câncer não é apenas um problema de saúde, pois a doença tem implicações de grande alcance social, econômico, desenvolvimento e direitos humanos.

O câncer é uma doença de idosos e de países ricos e desenvolvidos. Na realidade a doença é uma epidemia global, que afeta todas as idades e grupos sócios econômicos.

O câncer é uma sentença de morte. Felizmemnte a verdade é que, atualmente, muitos tipos de câncer, que já foram considerados uma sentença de morte, podem ser tratados de forma eficaz e curados.

O câncer é o meu destino. A boa nova é que, com as estratégias adequadas, um terço dos tipos mais comuns de câncer podem ser evitados.

Mas precisamos ficar atentos à saúde e cuidar dos nossos queridos sempre.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 27 milhões de novos casos de câncer são esperados no mundo para o ano de 2030, 17 milhões de mortes ocorrerão como consequência desta doença e 75 milhões de pessoas vivas estarão já convivendo com o câncer.”

Para o oncologista Auro Del Giglio, Professor Titular de Oncologia e Hematologia na Faculdade de Medicina do ABC, alguns avanços no tratamento do câncer ajudam a acabar com esses mitos. O enfoque personalizado no tratamento é um deles. “Procuramos alvos terapêuticos específicos para cada tumor com o uso de medicação que atenda as peculiaridades deste tumor. Temos resultados muito interessantes com medicamentos específicos”.

Com base nisso, ele afirma que alguns tipos de câncer, considerados uma sentença de morte há alguns anos, já podem ser tratados com medicamentos, como a leucemia mielóide crônica e o GIST (tumor estromal gastrointestinal). “São tumores diferentes que têm o mesmo alvo terapêutico e já podem ser tratados com medicação”.

O assunto me interessa diretamente porque na família do meu pai há casos próximos (meu avô, dois tios, uma prima) que faleceram poucos meses depois de detectarem câncer no aparelho digestivo. Fazemos todos acompanhamento preventivo e num destes exames de rotina meu pai detectou pólipos no intestino em novembro do ano passado. Felizmente, após uma pequena intervenção para colher material e examinar se era um tumor, o resultado foi benigno, mas continuamos de olho. Aos 70 anos, com um histórico genético assim e fumante (desde os 25 anos meu pai fuma e nada o convence de deixar o cigarro, infelizmente), tem mais é que fazer um bom acompanhamento.

Mas não devemos no iludir quanto à idade: é importante cuidar da saúde em todas as fases da vida. Em 2012 perdi uma grande amiga, ainda jovem, em decorrência de metástase no pulmão logo depois de tratar um câncer pélvico.

O médico que citei acima, Del Giglio, destacava em suas ponderações também o aumento de iniciativas visando a prevenção e a detecção precoce de tumores, corroborando que alguns tipos de câncer podem ser evitados, como pele, colo de útero, intestino e mama. “Por isso a importância de realizar exames de mamografia, papanicolau, colonoscopia e avaliação dermatológica frequentemente. Além disso, adotar hábitos saudáveis, como prática de atividade física, evitar ganho de peso, ter uma dieta rica fibras, reduzir a ingestão de álcool, evitar o tabagismo, diminuir a exposição ao sol e ter relações sexuais com proteção ajudam ainda mais na prevenção dos câncers mais comuns”, destaca o oncologista.

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Quer fazer mais? Informe-se:
– Leia a declaração contra o câncer da UICC (em inglês)
– Conheça as iniciativas do INCA, instituição parceira da UICC no Brasil

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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