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Nas últimas semanas, três casos de amigos jovens (na faixa dos 30) que foram surpreendidas com crises sérias de saúde me assustaram. Na hora lembrei de minha mãe, que aos 38 anos teve um AVC.

Acidente Vascular Cerebral (AVC) é atualmente a principal causa de morte no Brasil e a principal causa de sequelas incapacitantes em adultos no mundo todo. O conhecimento básico, por parte da população, sobre o que é a doença, como caracterizá-la, seus riscos, como preveni-la ou tratá-la é fundamental para reduzir a mortandade em função do problema.

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Conhecida popularmente como derrame, a doença pode se caracterizar pelo surgimento de um quadro neurológico súbito causado por um entupimento ou pela interrupção do fluxo do sangue nas artérias do sistema nervoso central, podendo ser provocada pela formação de um coágulo. Esse, o mais comum, é chamado de isquêmico e representa 85% dos casos.

Outro tipo, menos frequente, é o hemorrágico, que acontece devido ao rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo. A falta ou restrição de sangue pode provocar lesão ou morte celular, assim como danos nas funções neurológicas. “É uma doença grave, porém com boa possibilidade de prevenção. A melhor maneira de prevenir um AVC é a detecção e correção dos fatores de risco com a adoção de hábitos mais saudáveis no dia-a-dia”, alerta o Dr. Carlos Scherr, mestre e doutor em cardiologia e especialista na área pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.


(Já estivemos com o Dr. Scherr num evento do #vivapositivamente e sempre recomendamos o livro dele, Estilo Ipanema! Saiba mais aqui: Viva com saúde sem abrir mão do prazer)

Veja as dicas do especialista para prevenção de derrames:

• Praticar alguma atividade física regularmente;

• Manter uma alimentação saudável;

• Controlar o peso e a gordura abdominal;

• Manter a pressão arterial dentro dos limites;

• Não fumar;

• Restringir a ingestão alcóolica.

De maneira geral, os sintomas de um acidente vascular cerebral podem ser difíceis de identificar. No entanto, reconhecê-los pode salvar uma vida. A pessoa que está tendo um derrame pode apresentar os seguintes sintomas:

• Diminuição ou perda súbita de força no braço ou perna de um lado do corpo;

• Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular frases e se expressar ou para compreender a linguagem;

• Perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;

• Dor de cabeça intensa e persistente sem causa aparente.

“Se houver suspeita do AVC o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um local especializado, para tratamento neurológico específico, pois o tratamento é tempo-dependente. É uma urgência médica”.

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Nesta semana, em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao AVC, uma ação de mobilização movimentou várias cidades com a entrega de material informativo sobre a doença. Em São Paulo, foram  coletadas assinaturas via tablets para a Campanha Mundial “SIGN AGAINST STROKE” (Assine contra o AVC – em português) em locais simbólicos como o vão livre do MASP, na Avenida Paulista; o Largo da Batata; o Metrô Barra Funda e o Metrô Santana.

Sabem que nesta campanha o Brasil já ocupa o sexto lugar no mundo em volume de adesões? O intuito principal das assinaturas é conquistar o apoio da população para a Carta Global do Paciente com Fibrilação Atrial desenvolvida por um Comitê Diretivo. A carta tem como finalidade solicitar às autoridades de saúde a implementação de suas recomendações para prevenir derrames relacionados à fibrilação atrial.

Já ouviu falar do movimento 'Assine contra o AVC'? Com apoio da Bayer, ele pretende reunir 1,7 milhão de assinaturas que serão encaminhadas a autoridades de saúde no mundo inteiro. O objetivo é colocar a prevenção contra Fibrilação Atrial (arritmia cardíaca) e o Acidente Vascular Cerebral na lista de prioridades dos órgãos nacionais de saúde. Sua assinatura é importante para prevenir e tratar vítimas de AVC.


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