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A atividade física tem benefícios comprovados não só na saúde, mas também na educação e em inúmeras políticas públicas.

Mas notem: não estou falando de esporte e sim de atividade física. São duas coisas diferentes e a segunda está ao alcance de praticamente todos nós.

Neste 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física, a Rede Agita Mundo promoverá uma série de atividades para celebrar a data, entre elas uma caminhada no domingo, dia 12/04, às 9h no Masp (Museu de Arte de São Paulo).

O Agita já foi tema aqui no blog. Conversei com um dos idealizadores do movimento, o Dr. Victor Matsudo, médico do esporte e Ortopedista, coordenador do Agita SP e CELAFISCS. Na ocasião, ele me surpreendeu com duas novidades que eu nem imaginava:

– a gente pratica atividade física em muitas coisas do cotidiano, das mais simples e automáticas (como atender o telefone caminhando pela casa) às mais exigentes (como optar pela escada no lugar do elevador)

– as escolas brasileiras não permitem a prática efetiva de atividades físicas, a despeito dos inúmeros estudos e dados sobre o valor da atividade física na infância

Mas o esporte também é bom!

O esporte é uma das formas para se manter ativo. Ele tem impacto em inúmeras políticas como saúde, educação e redução de violência. Na saúde, os benefícios já são comprovados, mas ainda falta muito para usar efetivamente este conhecimento para o bem da população.

Hoje, o Brasil gasta mais de R$ 12 bilhões por ano com problemas causados pelo sedentarismo e obesidade. Mais da metade da população brasileira está acima do peso e mais de 17% são obesos. Os poucos e frágeis dados sobre atividade física nas capitais brasileiras apontam que somente 33% fazem atividade física suficiente e 15% são totalmente inativos.

A previsão é que essa seja a primeira geração no mundo que viverá menos que seus pais. Por isso, pensar em esporte e atividade física passou a ser primordial nas políticas públicas dos países.

Na educação, o esporte e a atividade física resultam em menos faltas a aulas e mais pontuação em testes cognitivos. A Inglaterra implantou um projeto de esporte de qualidade em 450 escolas, como meta de legado das Olimpíadas. O resultado mostrou melhoria no aprendizado em matérias como inglês e matemática, além de melhorias pessoais e sociais, como melhor autoestima, trabalho em equipe, cooperação e responsabilidade. No entanto, no Brasil, isso não é prioridade. Somente 30% das escolas de educação básica têm quadras e não há professores de educação física em todas as escolas, o que faz o País não aproveitar da forma adequada o enorme potencial do esporte na educação.

Se o tema – em especial a parte da educação física nas escolas – é do seu interesse, veja no video o que Dr Matsudo falou no nosso hangout on air sobre Balanço energético:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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