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Imagem: Pixabay

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Dia 26 de julho é comemorado o dia dos avós, a origem da data comemorativa está relacionado com o cristianismo católico. É que esse é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Depois de muitas alterações na festa de São Joaquim, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.

Independente da origem é muito bacana comemorarmos uma data especial, como um agradecimento aos nossos avós pois eles são parte fundamental de nossa história.

De acordo com o IBGE em 2060 a população de pessoas com mais de 65 anos vai quadruplicar no Brasil, isso quer dizer que haverão muito vovôs e vovós até lá, por isso devemos ter cuidado com os risco de queda dos idosos, que aumenta significativamente com o avançar da idade, fazendo com que esta síndrome geriátrica um dos grandes problemas de saúde pública para esta faixa etária.

Abaixo segue algumas instruções do Dr Thiago Monaco, geriatra, Professor Doutor da Disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina da UniNove, alerta sobre as quedas em idosos e como prevenir:

Quedas em idosos são eventos comuns: no Brasil, as estimativas são de que cerca de uma em cada três pessoas com mais de 65 anos caem todos os anos e que, destes, um em vinte apresentem uma fratura ou necessitem serem internados em decorrência das quedas.

Alguns dados

  • O risco de queda aumenta entre os mais idosos: aqueles com 80 anos ou mais caem numa taxa de 40% cada ano, ou seja, quase um a cada dois!
  • O SUS (Sistema Único de Saúde) registra a cada ano mais de R$ 51 milhões com o tratamento de fraturas decorrentes de queda
  • A osteoporose, doença comum em mulheres idosas (e também em homens muito idosos, com mais de 80 anos de idade) aumenta muito o risco de que uma queda resulte em uma fratura.
  • As fraturas mais graves podem levar à morte diretamente ou indiretamente, levando a um ciclo de perda de mobilidade, adoecimento e morte.
  • De fato, na fratura do fêmur, apesar do tratamento, cerca de 30% das vítimas morrem dentro de um ano,  número aumentado para mais de 50% em até cinco anos da fratura — é uma mortalidade maior do que muitos tipos de câncer.
  • No geral, as quedas constituem a 4ª causa de mortalidade em idosos no Brasil
  • Além do risco de morte, quedas com fraturas em geral resultam em perda grave para a qualidade de vida das vítimas.
  • Além da perda de qualidade de vida, as quedas em idosos podem causar desde uma verdadeira depressão até um quadro conhecido como “ptofobia” (fobia de cair), em que o idoso que caiu, movido pelo medo desproporcional de sofrer outra queda, acaba se isolando, deixando de fazer suas atividades de dia-a-dia e, ainda assim, vive com medo de cair.
  • A fobia de cair, além de piorar a qualidade de vida, não protege sua vítima na verdade nem mesmo de outras quedas: a cessação de atividade física que este medo produz em geral acelera a atrofia muscular, piora o equilíbrio e colabora com uma evolução mais rápida da osteoporose. Em algum momento, sua vítima acabará por cair mesmo dentro de casa (e o risco de fratura por osteoporose será maior)
  • O Brasil ainda frequentemente trata as quedas nos idosos como acidentais. Isto está longe de ser verdade:
A maioria dos idosos que sofreram quedas graves, levando a fraturas ou óbito, vinham sofrendo quedas com menores consequências antes; estas quedas vinham frequentemente sendo tratadas como “fatalidades”; na verdade elas sinalizavam o risco que estes idosos tinham de sofrer uma queda mais grave.
A maior parte das quedas em idosos não acontece por mero acaso: ocorrem pela combinação de fatores de risco de quedas, que podem, quase sempre, ser identificados e eliminados (ou minimizados) ; para efeito de estudo, dividimos em fatores extrínsecos (ou ambientais) e intrínsecos (ou do indivíduo).
Fatores extrínsecos ou ambientais de queda: piso da casa ou externo inadequado, tapetes  soltos, má iluminação,  excesso de móveis, móveis baixos ou objetos soltos no chão.
Fatores intrínsecos ou ligados no indivíduo: doenças que causem desequilíbrio ou tonturas, calçado inadequado, uso inadequado de instrumentos de apoio de marcha (como bengalas ou andadores) – ou o não uso quando indicados,  má visão (e má correção de problemas de visão), falta de força muscular (comum no indivíduo muito sedentário), demais doenças ou medicamentos que possam afetar o equilíbrio, etc.
Justamente por causa destes fatores de risco muito bem conhecidos, pode-se afirmar que as quedas em idosos não são tão casuais assim: a pesquisa sistemática por estes fatores de risco e sua correção comprovadamente diminuem a incidência de quedas, poupando vidas, diminuindo sofrimento e gastos de saúde totalmente evitáveis.
Além disto, em indivíduo que não vinha caindo, o surgimento de quedas mal explicadas, que ocorrem em situações em que o idoso não vinha caindo em geral sinalizam o surgimento de algum agravo à saúde (desde uma nova doença grave, a um descontrole de doenças previamente controladas ou até mesmo o início de uma infecção – pneumonia, infecção urinária, etc – por vezes o primeiro sinal de uma destas doenças é a própria queda!).
 

Como organizar a casa para um idoso

Na sala ou no  corredor:
 –  Organize os móveis  para permitir um caminho livre sem ter que ficar desviando deles; evite móveis muito  baixos (que fogem da visão e com risco de tropeços);
– Deixe o caminho habitual da sala livre de móveis ou outros objetos;
–  Ande somente em ambientes bem iluminados, mesmo quando tiver certeza do caminho: andar em um ambiente mal iluminado pode, além de levar a tropeços, gerar tonturas;
–  Mantenha fios elétricos, de computador ou de telefone sempre fora das áreas de trânsito;
–  Evite tapetes nas áreas de passeio —- ou utilize adesivos para fixá-los muito bem ao chão! 
– Evite cadeiras ou sofás muito baixos, porque o esforço de se levantar é muito maior e pode levar ao desequilíbrio
 
Na cozinha e no banheiro: 
–  Não utilize tapetes sempre que possível ou utilize aqueles com um bom antiderrapante.
– Jamais ande em pisos molhados, engordurados, etc.!
–  Evite armários de cozinha que sejam altos. 
–  Não suba em cadeiras ou caixas; evite móveis altos e, não podendo, utilize escadas adequadas; 
–  Use  barras de apoio nas paredes do banheiro;
–  Utilize tapete anti-derrapante ao lado do box ;
– lembre-se de que o banheiro deve ser muito bem iluminado – e que o interruptor deve estar de fácil acesso.
 
Na escada:
–  Deve ser bem iluminada!  
–  Use tiras adesivas anti-derrapantes em cada borda de degraus;
– evite tapetes sobre a escada, ou no início dela;
–  Utilize  corrimãos por toda escada e dos dois lados.
 
O quarto: 
 – Tenha uma luminária, um telefone e uma lanterna perto de sua cama (ou no “criado-mudo”); o interruptor de luz do quarto também deve ter fácil acesso;
– Se é usuário de bengala ou andador, estes devem estar ao lado da cama, com fácil acesso para serem usados em todas as vezes em que AP essoa sair da cama (inclusive para usar o banheiro na madrugada);
–  Durma em uma cama na qual se possa subir e descer facilmente;
–  Armários devem ter portas de fácil manuseio maçanetas grandes 
–  Instale algum tipo de iluminação ao longo do caminho da sua cama ao banheiro;
–  Não deixe o chão do quarto bagunçado. 
 

Para maiores informações:

(11) 5051-5572 
Al. dos Jurupis, 452, cj 64, Moema, São Paulo – SP

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