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23 de agosto é um dia histórico e pouca gente sabe. Nesta data, em  1991, o mundo mudou porque as portas da www se abriram pela primeira vez ao público. 

A World Wide Web (WWW) foi inventada como forma de comunicação rápida entre cientistas e investigadores espalhados por universidades e centros de investigação em todo o mundo. Porém, logo ficou claro que a ideia seria útil para o público, dando origem a um novo tipo de indivíduo: o internauta, palavra que mistura ‘internet’ com ‘astronauta’ e se refere a alguém capaz de navegar no espaço da internet.

Por isso chamamos a data de Internaut Day, aniversário da internet, quando Timothy John Berners-Lee, um físico britânico, cientista da computação e professor do MIT, liberou a internet para todos.

Para celebrar, tirei do “baú” (leia-se Flickr) esta foto que eu e Priscila Gonsales tiramos com ele na Campus Party Brasil 4.
🙂


Por um bom tempo a internet foi um território livre, mas, no começo desse século, equipes multidisciplinares começaram a pensar sobre esse mundo virtual, considerando princípios para o uso da internet.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br, reunido em sua 3ª reunião ordinária de 2009, aprovou Princípios para a governança e uso da internet no Brasil


Conheça-os:

1. Liberdade, privacidade e direitos humanos 

O uso da Internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática. 

2. Governança democrática e colaborativa 

A governança da Internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva. 

3. Universalidade 

O acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos. 

4. Diversidade 

A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores. 

5. Inovação 

A governança da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso. 

6. Neutralidade da rede

Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento. 

7. Inimputabilidade da rede 

O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos. 

8. Funcionalidade, segurança e estabilidade 

A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas. 

9. Padronização e interoperabilidade

A Internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento. 

10. Ambiente legal e regulatório 

O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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