Deus é brasileiro

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Vendo na TV “Deus é brasileiro” com os meninos num café da manhã demorado neste dia de folga, foi interessante observar a percepção deles com a realidade dura e meiga que se apresentou no roteiro do filme de 2003, que causou bastante polêmica por mostrar um Deus humano e humanos ensinando coisas a Deus. Dogmas à parte, o filme é uma chance de verum Brasil que está longe das maiores cidades e de pensar sobre o papel que cada um de nós tem na dura realidade atual. Temas como trabalho infantil, tráfico de pessoas, prostituição e a miséria nas periferias e no sertão estão presentes na trama, o que nos permite boas conversas.

(Filme ou novela, livros ou jornais, o que nos traz a dose de realidade para educar? O post desta semana –Não ver novelas nos faz alienados da realidade?– ainda reverbera na minha mente)

A maior surpresa que tive até o momento foi ouvir #aos10 reagir com imensa surpresa à “notícia” de que as pessoas pedem a Deus para ganhar na loteria.

E não pensem que é falta de fé dele não. O mocinho é muito ligado no Bem, mas nunca pensou que tem quem ore para pedir, quando ora para agradecer.

Como diria minha vó Gorda, “benza Deus”.

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Vocês já viram o filme de Cacá Diegues baseado no conto  “O Santo que não Acreditava em Deus” de João Ubaldo Ribeiro? A adaptação, feita por Cacá Diegues, João Emanuel Carneiro e Renata de Almeida, contou com a parceria boa em cena de Antonio Fagundes, Wagner Moura e Paloma Duarte (lembram-se dela?), sem falar na excelente fotografia de Affonso Beato, que retrata de forma especial os estados de Tocantins, Alagoas, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Vejam a sinopse:

“Cansado de tantos erros cometidos pela humanidade, Deus (Antônio Fagundes) resolve tirar umas férias dela, decidindo ir descansar em alguma estrela distante. Para tanto precisa encontrar um substituto para ficar em seu lugar enquanto estiver fora. Deus resolve então procurá-lo no Brasil, país tão religioso que ainda não tem um santo seu reconhecido oficialmente. Seu guia em sua busca é Taoca (Wagner Moura), um esperto pescador que vê em seu encontro com Deus sua grande chance de se livrar dos problemas pessoais. Juntos eles rodarão o Brasil em busca do substituto ideal.”

E o filme é daqueles que tem versão integral no youtube.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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