mãe

Em maio fizemos uma semana especial com mães blogueiras aqui no @avidaquer. Para prestigiar não só as entrevistadas, mas também as leitoras, cada post tinha um pequeno mimo para presentear uma das comentaristas, que escolheríamos conforme a afinidade com o conteúdo do post e do @avidaquer.

A vida é corrida e eu sou muito ruim de promoções… os dias passaram, fui fazendo updates das premiadas, mas nada de lançar um post oficial aqui contando dos resultados. Eis que hoje eu tento me remidir e, ao mesmo tempo, quero valorizar o conteúdo de uma delas que fez um relato num dos posts com o qual eu e você certamente nos identificaremos, não pelos detalhes da história, mas pelo sentimento de mãe.

Conheci Débora Domingues numa viagem para Porto de Galinhas, em 2009. Ficamos no mesmo hotel (o Enotel, que é um resort incrível) e no meio das piscinas e passeios fomos conversando e encontrando afinidades. A amizade persistiu na volta e ela sempre comenta aqui no blog, conversa no grupo de mães e me indica leituras interessantes.

“Lá no começo, quatro anos atrás, meu filho tinha 4 meses e eu voltei a trabalhar, antes disso, não tirava o trabalho da cabeça, mal aproveitei a gestação e prestei apoio a empresa durante todo o tempo. Fui demitida assim que voltei, pq era visível meu cansaço e meu descontentamento com a empresa que sugou tanto e eu deixei tirar esse “momento mãe” de mim. Voltei para casa e me vi perdida, “o que faço agora?”, filho pequeno, casa, obrigações, contas e um mundo novo. Me culpei, me senti fraca, sentei e chorei muito. Comecei a trabalhar de casa, mudei o foco, virei mãe e as pessoas me discriminavam, achavam que eu deveria ser a mãe retrô, quando viam que eu era a mãe “moderninha”, trabalhando de casa, levando a vida como dava e aproveitando todo o tempo com meu pequeno.
Me reescrevi, me automatizei, empreendi, cresci. Sem vergonha nenhuma, e sempre olhando ao meu redor, isso é natural e é normal.
Meu pai nunca foi em uma reunião ou festinha de escola, estava sempre zelando pelo sustento da casa. Minha mãe por sua vez não o aborrecia com os problemas de saúde, escola ou seja lá o que for, ele até tentava participar, mas não dava muito certo.
Hoje vejo a importância do acompanhamento, ir na reunião, conversar, colocar o companheiro a par de toda a situação, faze-lo participar, quer dizer, ele é uma pessoa fantástica, que esta junto comigo praticamente desde que meu pequeno nasceu, ele é engajado e sou sincera em dizer que participa mais que do que eu quando se trata de educar, corrigir e ir na escola falar com as professoras do meu filho.
E assim, nessa vida nova que eu levo eu fiz escolhas, voltei a trabalhar em uma empresa próxima de casa, com um bom horário que se encaixava com os horários do meu pequeno, porém sai,quando fiz 8 meses de empresa precisei levar meu filho ao hospital e o supervisor me disse que na entrevista comentei que meus pais (hoje aposentados) me ajudam a cuidar do meu filho, e que eu deveria delegar a eles leva-lo ao hospital.
E aí está, como ser mãe, cuidar dos filhos, participar de festinhas da escola, dia das mães, reunião, levar ao médico com uma sociedade que ainda emprega funcionários como na idade da pedra?
O mundo mudou e as empresas precisam se reinventar, precisam acompanhar o novo ritmo.
Escolhi meu filho e sempre vou escolher! Não importa, seja trabalhando em casa ou em uma multinacional, amo meu trabalho e quero com ele poder educar meu filho a ser um cidadão.”

Gostou? Espero poder continuar com a companhia de todos vocês nos comentários e compartilhamentos de Twitter e Facebook.

Deixo aqui meu agradecimento a todos os comentaristas, em especial da Semana @maecomfilhos no @avidaquer e dos ganhadores dos “mimos” maternos: Débora Domingues (no post Empreendedorismo materno e @ciadasmaes), Alessandra Gurgel (no post De Seja Feliz Meu Filho a Mulher Sem Script, entrevista com @natercia_tiba), Michelle Imilio (no post Uma rede para reunir as mães que nascem quando chega um bebê, entrevista com @tatianapassagem do @redemulheremae), Raquel Menezes (no post “Antes de ser mãe, eu nunca…” – ou O que eu realmente queria de Dia das Mães) e Ana Luiza Masi (no post Conversa com as mães vlogueiras do @mamatraca).

P.S. Quem ainda não mandou seu endereço físico, por favor, envie em mensagem privada ok?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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