Os brasileiros (que não desistirem de votar) escolherão o menos pior?

Velho jornalismo, velha política, seja lá como for, considero valioso assistir os debates eleitorais que reúnem os candidatos.

Pra pensar, pra discutir e até pra discordar (muito) precisamos ter informações e ouvir as fontes – neste caso os candidatos.

Mas sobre ontem, no Debate na Band, que aconteceu em parceira com o Google e trazia repercussão das buscas e das reações em tempo real, me pergunto quem foi impactado.

 

Quem efetivamente viu a totalidade desse debate numa quinta-feira à noite?

Aqui em casa somos três votantes e lutamos para suportar o sonolento papo até perto da 1h da madrugada.

Que estudante ou trabalhador pode se dar ao luxo de fazer o mesmo?

Ah, mas está no YouTube, dirão alguns.

Verdade.

Me contem aqui quem tiver a pachorra de ouvir tudinho no YouTube tá? Quero mesmo contabilizar isso porque não creio que será muita gente.

Me preocupa isso: não só os candidatos estão mornos. Nós estamos tão calejados que não temos mais força, curiosidade ou vontade de ir além.

Que ano eleitoral mais triste. Mas precisamos persistir e, sobretudo, mudar esse jogo!

A verdade é que, como resumiu Carla Jimenez:

“Para além das especulações, que só serão dirimidas numa próxima pesquisa eleitoral, as três horas de programa da Band só confirmaram que as eleições de 2018 são o pleito em que os brasileiros (que não desistirem de votar) escolherão o menos pior.”

Uma amiga, Ingrid Strelow, que é professora universitária, fez um bom resumo também que, apesar de simplista, mostra como estamos vivendo tempos difíceis:

“Um médico que diz que agrotóxico é remédio; um militar que invoca o medo do comunismo (pensei que estivesse no túnel do tempo); um ex-ministro do FHC que quer dizer que é o novo, se gabando sobre seu período no governo do PT (ao mesmo tempo que diz combatê-lo); uma candidata que se diz não envolvida com investigados, mas tem histórico de alianças com pelo menos dois partidos na Lava-Jato… Parecia a Torre de Babel.”

Outra amiga, a arquiteta Elenara Stein Leitão, traduziu parte dos meus sentimentos ao afirmar que está mais reservada este ano porque nenhuma candidatura a empolga. Mesmo assim sabemos que é urgente nos posicionar porque:

“O país precisa de uma liderança agregadora e realista que consiga trabalhar com pautas comuns. “

E onde estará esta liderança? Não encontrei ainda!

 

Quer confirmar se os caras falaram verdades? A equipe do G1 fez um fact checking:

Quer saber mais de cada um? Talvez valha a pena ter paciência de ver o (também bastante discutível e discutido) Roda Viva. Tive o cuidado de salvar todos aqui:

Alvaro Dias | 04/06/2018:

Ciro Gomes | 28/05/2018:

Geraldo Alckmin | 23/07/2018

Marina Silva | 30/04/2018:

Manuela D’Ávila | 25/06/2018

Guilherme Boulos | 07/05/2018

João Amoêdo | 21/05/2018

Jair Bolsonaro | 30/07/2018

Henrique Meirelles | 11/06/2018

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.