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“As regras para o transporte de crianças, que entram em vigor nesta semana, vão precisar reverter um comportamento já enraizado na sociedade brasileira. Apenas 32% das mães transportam seus filhos de até 10 anos com o dispositivo adequado – cadeirinha, bebê conforto ou booster. E esse grau de descumprimento é registrado em todas as camadas da população, não importa o nível de renda. Isso mostra que se trata de uma questão cultural, mais enraizada na sociedade brasileira, e o nível social não interfere no resultado”,
Alessandra Françoia, coordenadora nacional da Criança Segura

Os números, divulgados em matéria que li aqui, são de um estudo que mostra que a baixa adesão ao equipamento – obrigatório a partir de quarta-feira – é a mesma para todas as classes sociais. A lei, que entraria em vigor no dia 09/06 e foi “protelada” para hoje, 01/09, por falta de equipamentos no mercado, torna obrigatória – e não só recomendável – a utilização do dispositivo de retenção adequado para transportar as crianças de até sete anos e meio no automóvel.

[No meu caso, em teoria, nem o Giorgio estaria mais na cadeirinha, mas na prática ambos usam, aos 7 e 10 anos]

Conforme a idade os responsáveis deverão optar por bebê conforto, cadeirinha ou “booster” (assento elevatório), como os que estão na imagem que ilustra o post. E quem desobedecer sentirá o reflexo no bolso: incorrerá em infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e sete pontos na CNH.

Todo mundo sabe da importância do uso deste equipamento de segurança para transportar bebês e crianças (e se você ainda duvida ou precisa convencer alguém da família sobre o investimento, vale ver este vídeo simulando o impacto de uma colisão sobre uma criança!), mas como escolher o melhor modelo? É importante observar algumas características para escolher o tipo de cadeira de segurança mais adequado ao peso e à idade da criança. Um ponto de partida são estas instruções do Guia da Cadeirinha.

Há alguns meses vi uma matéria interessante no Bom Dia Brasil com a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françóia. Ela mostrou três modelos de cadeirinhas e especificou que cada um atende a uma faixa etária diferente. Apesar de ter achado “irreal” a recomendação dela de que os pais “carreguem suas próprias cadeirinhas até para transportar crianças em taxis” (os taxistas não são obrigados a ter equipamentos para transportar crianças, embora a lei exija o uso deles em outros tipos de veículo), foi elucidativo acompanhar suas respostas aos telespectadores.

Se o seu filho é maiorzinho, como o meu mais velho, e começa a se recurar a usar o assento elevatório, considere a seguinte medida: pode usar diretamente o cinto de três pontos (mas ainda no banco de trás do carro) quem tiver mais de 36kg e/ou 1,45m de altura, o que equivale a cerca de 10 anos de idade. Meu filho já alcançou o peso e em poucos dias faz dez anos, mas ainda não tem a altura mínima e por isso não o liberamos do uso do assento elevatório, pois notamos que sem ele o cinto de segurança ainda “pega” no seu pescoço. Numa freada mais brusca ou uma possível colisão, a pressão do cinto no lugar errado poderia ocasionar uma lesão muito grave na criança – e para quê arriscar né?

Vale se informar, ver dicas para direção segura no transporte de crianças e não deixar de transportar nossas crianças com segurança mesmo que em trechos curtos. Afinal, criança só no banco de trás;)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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