bem estar / destaque

No final do ano, conversando no WhatsApp com uma amiga que estava tratando um câncer de tireoide, ela me falou:

– A menina que está comigo no isolamento é do seu estado.

Não entendi nada e perguntei:

– Isolamento do quê?

– Ora, da radioterapia!

Nesta hora me caiu a ficha. Juro, até ter uma pessoa próxima fazendo tratamento, eu nunca tinha pensado que é uma radiação! 

Estamos mais habituados a ouvir sobre as reações à quimioterapia, mas há outros tratamentos que se propõem a erradicar as células que fazem mal ao corpo.

  

Lembrei dessa vivência e do material que o Hospital São Camilo me enviou com orientações do oncologista Dr. Augusto Pereira sobre quimioterapia, radioterapia, cirurgia e até mesmo do transplante de medula óssea como grandes aliados ao tratamento de pacientes com câncer, mas algumas dúvidas ainda giram em torno desses procedimentos.

Veja abaixo:

Qual a diferença entre a quimioterapia e a radioterapia e para quais tipos de câncer elas são indicadas?

A Quimioterapia é o tratamento feito com uma medicação (ou uma combinação delas) que interfere no crescimento das células do câncer. É considerado um tratamento sistêmico, ou seja, age em todo o corpo do paciente e pode ser aplicado via endovenosa ou via oral.

Tratamento – A quimioterapia seleciona as células tumorais que estão em crescimento rápido, poupando as células saudáveis. Porém, algumas células normais do organismo também estão em crescimento rápido, como é o caso das do sangue, cabelo e intestino, e por isso podem ser atingidas pela quimioterapia, causando anemia, queda da imunidade, queda do cabelo, diarreia, náuseas e vômitos.

  
A quimioterapia pode ser dividida em três tipos:

– Neoadjuvante – Utilizada antes da cirurgia para permitir uma recessão mais conservadora, principalmente no câncer de mama;

– Adjuvante – Realizada após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva da doença;

– Paliativa – Aplicada em doença metastática visando controlar o crescimento da doença, aliviar os sintomas e aumentar a sobrevida dos pacientes.

Duração – As aplicações de quimioterapia são realizadas mais comumente em ciclos de 2 a 3 semanas. No tratamento com intenção curativa, pode durar de 3 a 6 meses. Já no tratamento paliativo, ela pode ser aplicada por tempo indeterminado.

  
A Radioterapia é um tratamento que utiliza radiação de alta energia para danificar o DNA das células tumorais e induzir a morte celular. 

Esse tipo de tratamento requer um planejamento bem detalhado para aplicar uma alta dose na área onde está localizado o tumor, sem prejudicar as células saudáveis ao seu redor.

Tratamento – A radioterapia pode ser ministrada externamente ao corpo ou através de sementes radioativas injetadas próximo ao tumor.

Esses procedimentos podem ser utilizados com intenção curativa em casos de câncer de colo de útero, próstata, pulmão, orofaringe, nasofaringe e laringe e também como complementação de uma cirurgia para reduzir o risco de reaparecimento da doença.

Já nos casos metastáticos, que é quando as células cancerígenas já se espalharam para outros locais do corpo, a radioterapia pode ser utilizada para alívio da dor, sangramento local e falta de ar por obstrução das vias aéreas.

Duração – A radioterapia externa é aplicada diariamente e pode durar de 5 a 7 semanas durante o tratamento curativo e de 1 a 2 semanas durante o tratamento paliativo.

Curiosidade – Alguns quimioterápicos podem sensibilizar as células tumorais durante a radioterapia, aumentando a eficácia quando trabalhado de forma combinada. Essa combinação pode ser aplicada no tratamento curativo de câncer de colo de útero, pulmão, orofaringe, nasofaringe e laringe.

  

O Transplante de Medula Óssea é indicado para qual etapa do tratamento?

O Transplante de Medula Óssea é um tratamento que utiliza células precursoras do sangue para substituir a medula óssea doente ou para restaurar as células da medula que foram destruídas pela quimioterapia.   

Tratamento – O transplante pode ser feito de duas formas:

– Autólogo – É quando são usadas as células do próprio paciente. Esse tipo é utilizado para tratar doenças que necessitam de altas doses de quimioterapia.

– Alogênico – É quando o paciente possui uma doença em que a sua medula óssea precisa ser destruída e substituída. Neste caso o paciente recebe as células tronco de um doador saudável compatível. Esse tipo de tratamento é utilizado principalmente no tratamento de leucemias agudas, onde as células do doador ajudam a combater as células doentes do paciente.

Curiosidade – Os pacientes candidatos ao TMO devem apresentar boas condições clínicas, nutricionais e doenças controladas. Atualmente não existe idade limite para a realização do transplante.  

A cirurgia também pode ser considerada um tratamento para pacientes com câncer? Quando ela é indicada?

O tratamento cirúrgico pode ser realizado com finalidade curativa nos tumores em estágio inicial, como o câncer de mama, próstata, bexiga, pulmão, intestino, estômago, esôfago, cavidade oral, melanoma, tumores ginecológicos e sarcomas.

Tratamento – Existem casos em que a cirurgia curativa pode prejudicar a qualidade de vida do paciente e, por isso, indica-se a radioterapia curativa, como acontece com tumores de orofaringe e laringe.

Já o tratamento cirúrgico paliativo tem como finalidade controlar sintomas que prejudicam a qualidade de vida do paciente, como dor, sangramento, obstrução intestinal ou urinária. 

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Jornalista, blogueira, casada com @gnsbrasil, @maecomfilhos de 3!, consumidora de cultura, tecedora de redes em mídias sociais, empreendedora na @otagaissama. Voluntária desde os 8 anos, praticante de boloterapia desde os 9, entusiasta e praticante do aleitamento materno como #maede3, acredita no poder das mídias sociais para promover o bem no estilo #socialgood e adota uma vida material minimalista - sem abrir mão do conforto e da alegria de viver. :)

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