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“Quem pensaria há uma década atrás que o Brasil seria hoje um dos países de mais alto custo para a manufatura e que o México seria mais barato que a China?”

Esta é a realidade atual e segundo o estudo The Shifting Economics of Global Manufacturing: How Cost Competitiveness Is Changing Worldwid da Boston Consulting Group, pioramos.

“Em 2004, produzir no Brasil era 3% mais barato do que nos Estados Unidos. 10 anos depois, é 23% mais caro.”

O Brasil ficou empatado com a Itália e a Bélgica como o quarto país menos competitivo, na frente apenas de Austrália, Suíça e França.

Foram levadas em conta 4 dimensões:
– salários
– produtividade do trabalho
– custos de energia
– taxas de câmbio

Parte da “culpa” do custo brasileiro é da energia elétrica e do gás natural, mas especialistas afirmam que o pior vem da combinação de aumento dos salários (que dobraram nas fábricas) com baixo aumento de produtividade (só 1% ao ano entre 2004 e 2014).

“Salários mais altos são tipicamente um sinal saudável de desenvolvimento, e uma década de crescimento econômico estável permitiu a milhões de famílias sair da pobreza para a classe média. Mas salários em alta não levaram a ganhos de produtividade.”

Os motivos?

Infraestrutura inadequada, falta de investimentos e um ambiente caro e complexo para os negócios.

Possivelmente você já ouviu falar do Custo Brasil, um termo genérico, usado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional, aumentando o desemprego, o trabalho informal, a sonegação de impostos e a evasão de divisas.

O Custo Brasil é apontado como um conjunto de fatores que comprometem a competitividade e a eficiência da indústria nacional.

Usado na imprensa, parte do jargão econômico e político local, este termo é mais do que modo de falar. É uma das explicações para o conjunto de fatores que dificultam muito a vida da gente e há décadas deixam nosso país sempre abaixo do que poderia e merecia.

E este é só um dos fatores que devemos observar quando ouvimos as promessas dos candidatos nestas eleições. Está bom? Melhorou? Piorou? Que Brasil nós queremos?

Convido-os a pensarem comigo sobre vários destes fatores que influenciam diretamente nossas vidas e a mudar nossos parâmetros quando decidimos em quem e para quê votar!

(crédito da imagem: Folha)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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