Curtir e Places: a invasão de privacidade do Facebook é boa ou ruim?

“A maioria dos usuários que “curte” empresas e marcas no Facebook está em busca de conteúdo. Mas é preciso conhecer o perfil dos seguidores de cada marca para definir a comunicação adequada. O Facebook tem se mostrado uma ferramenta de comunicação extremamente eficiente para ações corporativas, especialmente por ter um público mais qualificado, em relação às redes mais populares”
Marcelo Abdo (PictureWeb)

Ontem, numa reunião de trabalho, um colega chegou na redação e comentou: “eu fui ler uma notícia na Veja e fiquei encantado porque dizia que você já tinha recomendado Sam“! Em seguida ele refletiu conosco que, ao pensar bem, viu outros dois nomes de amigos do facebook e ficou incomodado ao imaginar que tinha sido “invadido” em sua privacidade, ou seja, ao ler o site da revista semanal automaticamente, sem nenhum clique, os dados de seu Facebook tinham sido “puxados” para lá, criando a “falsa” empatia com a notícia – se meus amigos também gostaram, a notícia deve ser boa, dita a lógica do algoritmo usado.

Hoje li no Meio e Mensagem que uma pesquisa realizada pela PictureWeb, buscando descobrir a relevância do Facebook para a realização de ações digitais corporativas, entrevistou 270 internautas e percebeu que:

54,81% dos usuários do Facebook “curtem” alguma empresa, sendo que 62% afirmam que deixam de seguir empresas quando se irritam com ações de comunicação mal elaboradas. Dentre os usuários que “curtem”, quase 27% disseram que “relevância de conteúdo” é a principal razão para seguir. O “Interesse por produtos ou serviços” foi a segunda justificativa (22,78%), à frente de “admiração pela marca” (17,72%) e “acompanhar lançamentos e tendências” (15,61%). O “interesse por promoções” foi o motivo de 3,8% dos participantes.

Que o Facebook cada dia mais invade nossa privacidade, fazendo o Google (e as reclamações que fazíamos sobre a “assertividade” dos links patrocinados no gmail) parecer uma invasão de pré-escola todo mundo sabe. Mas a novidade do dia, o Places, promete invadir ainda mais e, surpresa (ou não!), chega com festejos para todo lado.

Se o Foursquare já nos deixava disponíveis para os amigos – os apenas conhecidos e os apenas seguidores também – nos acharem em qualquer lugar onde formos e fizermos checkin (e há muito debate sobre isso, a tal ponto que boa parte dos meus contatos lá afirmam só fazerem checkin no checkout!!), imagine quando os mais de 500 milhões de usuários do Facebook começarem a rastrear o paradeiro de seus amigos? O Places (lançado hoje para alguns usuários, disponível nos EUA em algumas semanas), definido como ferramenta que ajudará os usuários a divulgar sua localização, identificar pessoas próximas e acompanhar a agenda e os serviços disponíveis no local, poderá ajudar e poderá ser o caos. Mas, creiam, vai ser algo, pois é muita gente, interagindo com outros muitos e mudando em definitivo a forma como nos comunicamos nas redes sociais. Ele, certamente, trará mais offline pro online em nossas vidas.

E sobre o Places, tem mais informações aqui, inclusive a de que, por enquanto, só no IPhone….

P.S. Vale lembrar que o usuário de Facebook é chatinho: entre as ações que mais irritam os seguidores de empresas no Facebook estão a repetição e a grande quantidade de posts, além da falta de atualização. 😉

[E se o seu blog ou empresa ainda não tem o botão curtir, você resolve isso rapidinho aqui]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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