a vida quer
Todos os cãos são lindos por você.

Fotos de filhotes de cocker na chácara do meu padrinho

Li hoje uma notícia que denunciava uma feira ilegal de filhotes de cães que colocava em risco a saúde dos animais e desafiava uma lei municipal paulistana. Sancionada em julho de 2007,  a lei municipal 14.483 define que “a venda de cães e gatos em ruas, praças, parques e áreas públicas é proibida e as penalidades vão de advertência à multa de R$ 1 mil a R$ 500 mil” – e vale lembrar que mesmo em pet shops os animais não podem ficar expostos por mais de seis horas e não devem ter contato com os frequentadores do estabelecimento.

Como contei aqui, no final de maio nós adotamos uma cadelinha SRD (sem raça definida), a Linda. Encontramos ela e seus irmãozinhos num estande da ONG Amigos dos Bichos numa feira gastronômica e passamos por uma triagem séria para conseguir a chance de sermos os donos dela.

[Este papo de dono é relativo, quem já viu o filme Beverly Hills Chiwawa sabe bem]

Fomos entrevistados, nossos dados averiguados (na medida do possível), tivemos que oferecer várias informações e as cuidadoras da ONG, quase como assistentes sociais dos animais, nos ligaram algumas vezes nas semanas seguintes para saber da adaptação dela a nós – e da nossa família a ela. Infelizmente, pelo que noto na conversa com quem comprou um cão, nem sempre os cuidados são assim. Parece-me que a preocupação maior dos que vendem os animais é garantir que o “produto” pareça excelente aos olhos do cliente – enquanto que a ONG se mostrou muito preocupada em nos alertar para a realidade de ter um serzinho sob nossos cuidados.

Não estou fazendo campanha contra os cães de raça – meus pais tem cockers (as fotos mostram alguns) e meus sogros rottweillers -, mas acho importante que aproveitar a chance para reiterar que esta é uma experiência de troca de afeto, não uma relação de consumo. Não podemos “experimentar” um cão ou um gato, é um ser vivo, não um objeto. Na matéria que li havia uma citação do veterinário Wilson Grassi, diretor de bem-estar da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa), que alertava para os riscos que os filhotes sofrem no contato com clientes e outros animais. E ele alerta sobre o calor e o improviso na exposição dos animais – se em público os cães são tratados assim, quem garante em que condições eles estavam antes?

Fique de olho ao comprar ou adotar um cão: ele tem que ter microchip (ou um registro de animal como a Linda tem nesta foto), as vacinas têm que estar em dia, os filhotes só podem ser retirados de perto da mãe depois de 60 dias de vida – e no caso de ONGs, sugere-se ou exige-se também que os donos castrem o filhote (nós fizemos isso). Se você optar por comprar, vá direto ao canil, visite a criação, conheça o pai, a mãe [do cachorro] e o ambiente”.

[o video não funcionou aqui, mas pode ser visto neste link]

P.S. O video acima é do primeiro passeio da Linda, sábado, em Curitiba. Ela nunca tinha pisado fora do apartamento porque não tinha tomado todas as vacinas e foi uma graça vê-la descobrindo a natureza, o sol forte, brincando com as folhas. E para quem acha que cão comportado precisa ser de raça, meu testemunho: a mocinha foi uma lady (perfeita) na viagem de carro (são 450km) tanto na ida quanto na volta e meus pais ficaram encantados com seu comportamento dentro da casa deles. 🙂 Amor e limites fazem todo mundo ser bom.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas