entretenimento

Foto do blog da FLIP (sem créditos ao autor, mas vi uma parecida numa entrevista do ano passado)

“Cristovão Tezza: que me perdoem Trevisan, Cony, Scliar, Assis Brasil, mas tenho optado por escritores da geração formada por eles. Com exceção, talvez, dos estrangeiros Saramago e Luandino. De Curitiba, então, quero seguir o Cristovão Tezza, romancista capaz de inventar e reinventar narradores, produzindo uma ficção de fôlego (eta palavrinha da moda) e interesse. O melhor que li, até agora, foi O Fantasma da Infância, mas iria segui-lo porque sei que vem muito mais por aí.”

O desabafo de fã não é meu, embora eu já tenha escrito tanto sobre meu professor da faculdade aqui. É do Marcelo Spalding em Um twitter só para escritores, no Digestivo Cultural.

O próximo livro que eu quero ler é O fotógrafo que parece um roteiro de – bom – filme. Nele Tezza conta um dia na vida de um repórter fotográfico quarentão insatisfeito com a vida que um dia é contratado para fotografar uma jovem mulher. Para tanto, ele passa a segui-la e tirar suas fotografias, recebendo US$ 200 por filme não revelado. Os acontecimentos são vistos sob o ponto de vista de cinco pessoas – e segundo li, “cada capítulo desvenda os personagens, suas vidas e as ambiguidades tornam-se mais nítidas a cada momento, transparecendo assim a proximidade de relação que, mesmo indireta, uns têm com os outros”.

E Tezza também estará na FLIP. Na sexta-feira, 03/07, às 17h, ele estará na Mesa 9 e debaterá O eu profundo e outros eus com Mario Bellatin (mediação de Joca Reiners Terron). Bellatin é professor de uma escola de escritores no México que admite tudo – menos que o candidato a ficcionista inspire-se na própria vida para criar sua história. E foi exatamente isso que Tezza (um dos mais premiados autores brasileiros dos últimos anos) fez em O Filho eterno – que ganhou praticamente todos os prêmios literários de 2008.

Como editora/autora de mídia pessoal (o blog, que nasceu com a idéia de diário virtual e mesmo virando mídia ainda não perdeu todo o jeito de pessoal) eu tenho grande interesse em ouvi-los. Além do mais, não acredito que o escritor não projete uma parte de sua vida em cada um dos personagens e histórias… mas isso é tema para outro post!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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