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Lembram-se do papo sobre pensar fora da caixa e da economia criativa de outro dia? Pois é daqueles que não se esgotam facilmente. Hoje o tema é como boas ideias surgem a partir de novas referências.

As publicações especializadas sugerem que devemos ser criativos para sobreviver no mercado cada dia mais competitivo. Eu discordo. E com veemência.

Creio que devemos buscar a criatividade em nossa atuação profissional para ter excelência no nosso papel social. Nem tudo no trabalho é dinheiro ou sucesso. Parte do resultado que devemos buscar está relacionada aos frutos mais duradouros, ao legado que nossas ações profissionais vai deixar para a comunidade na qual nos inserimos, ao que efetivamente fazemos de bom para as pessoas.

Usar a criatividade no trabalho é condição para deixar uma marca social mais forte e duradoura. Sabem por quê? Quando a criatividade nos guia nós ficamos na solução de questões existentes e melhoramos o que já existe ou antevemos o que será importante e terá significado num futuro próximo.

Então, que tal aproveitar a chegada desta nova estação do ano para começar a usar a criatividade como diferencial de peso para sua atuação? Há grandes chances de que, além de fazer o bem social, você acabe subindo alguns degraus na carreira.

Quer saber como? Aproveite a opinião de dois especialistas, Conrado Schlochauer, da consultoria de educação corporativa LAB SSJ, e Silvio Celestino, da Alliance Coaching.

Evite ficar preso à rotina: É muito difícil ter uma vida totalmente igual e gerar ideias ao mesmo tempo. Buscar novas referências, conhecer pessoas novas, visitar lugares diferentes estimulam a criatividade, daí o problema de ficar preso ao hábito. A rotina é importante para adquirir a excelência, um jogador de basquete precisa treinar várias vezes até aprender uma jogada, mas, se ele faz sempre os mesmos lances, vai ficar previsível. Uma pessoa que faz da sua rotina o seu modo de vida torna-se anacrônica. É alguém que vive no passado.

Não tenha medo de errar:: Se a educação escolar sempre reforçou a ideia de que existe apenas uma resposta certa, basta deixar os bancos da sala de aula para perceber que não existe verdade absoluta. O medo de errar é péssimo na medida em que faz você convergir para uma solução rápida demais. Sem dedicar tempo para buscar alternativas. Geralmente esse pavor do erro acomete os mais perfeccionistas, aqueles profissionais que já querem fazer certo logo da primeira vez, e, por isso, só fazem aquilo que têm certeza. O risco é fazer pouco, não sair do protocolo. É um medo paralisante e uma limitação enorme para a criatividade.

Não sofra da “síndrome do apego à primeira ideia”: Você se propõe a pensar em novas ideias e trazer um pouco de inovação para o expediente. Mas, assim que aparece a primeira, você para e já começa a traçar um plano de implementação. Para ter boas ideias é preciso listar muitas ideias. Ele se apoia também em uma das premissas do método do brainstorming, inventado pelo publicitário Alex Osborn, no fim da década de 1940. Uma das regras oficiais é que a quantidade de ideias é mais importante do que a qualidade. Além do apego à primeira ideia, ficar restrito ao primeiro conhecimento adquirido sobre determinado assunto também prejudica a capacidade criativa. É preciso saber que há linhas pensamento e o ideal é conhecer o máximo possível destas linhas para só então decidir qual é mais adequada para aquele momento. De acordo com os especialistas, é frequente a estagnação na primeira ideia ou no primeiro conhecimento e as pessoas acreditam que aquilo é a única verdade.

Não limite seu foco à realização: A demanda surge você executa, novas tarefas aparecem e você realiza. É o ‘fazedor’, aquele que pega a tarefa do jeito que ela vem e já começa a estruturar, sem pensar em alternativa. Isso acontece porque muitas vezes as pessoas não acham que criatividade tenha a ver com elas, ou por não serem criativas ou porque não estão alocadas na área de criação de uma empresa. Isso é um erro. Criatividade tem relação direta com a capacidade de resolver problemas, ou seja, buscar alternativas para solucionar questões. O risco de manter o pensamento focado na execução é que você só responde à pergunta ‘o que fazer’. E não sabe qual o propósito daquilo.

Evite ficar à espera da ideia genial: Ao decidir apostar na sua capacidade criativa, o pior que você pode fazer é censurar ideias só porque você não as considera geniais. É mais importante ter boas e constantes ideias do que ficar esperando pela ideia de gênio. A viabilidade prática de uma ideia é, muitas vezes, o quesito mais importante do processo criativo. É importante pensar em qual a melhor ideia possível em um prazo determinado: ser criativo dentro de uma empresa é ser criativo dentro das limitações existentes. Se a ideia genial não será implementada dentro do prazo, parta para a segunda melhor ideia e, se não der, aposte na terceira melhor ideia.

Encontre tempo: A correria do dia a dia pode ser uma das maiores inimigas da sua capacidade criativa. A busca pela eficiência é fundamental, mas é também necessário deixar espaço para as boas ideias. O tempo de reflexão é precioso para quem quer ter boas ideias. Essa coisa frenética não deixa espaço para criação. É preciso ser uma pessoa de ação, mas entre uma ação e outra precisa haver reflexão. O problema do tempo enxuto para desenvolver projetos no trabalho é justamente esse: agir sem pensar. Quando você não reflete, não acha soluções novas, isso acaba destruindo o potencial criativo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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