cidadania

Você ainda se compadece das crianças que param ao lado do seu carro nos sinaleiros para pedir esmolas ou tentar vender seu trabalho de mascate ou de limpa vidros?
A mim ainda emociona. Como o professor de inglês Jihad Abou Ghouche, de Foz do Iguaçu, PR, que criou um programa para alimentar alunos da escola de sua esposa, porque “tinha vergonha de comer sabendo que eles passavam fome”, eu tenho muitas vezes vergonha de continuar indo a meus passeios com meus filhos e deixar aquelas crianças ali, ao relento, correndo todos os riscos que não se deve correr.
Hoje recebi um release da Maxpress que falava de uma campanha publicitária lançada pela Fundação Projeto Travessia e que alerta sobre o trabalho infantil nos semáforos.



Os anúncios exibem o rosto de pequenos malabaristas de farol que deveriam estar lendo, estudando ou simplesmente brincando. E levantam o debate sobre a questão, enfatizando que “O trabalho infantil só ocorre por falta de políticas públicas eficientes de inclusão social”.
Dei uma olhada no site da entidade e de todos os projetos, que incluem cartões de Natal (não sou muito adepta destes projetos que a gente só compra algo e não faz nada pessoal), interessei-me por um dos mais antigos, atuante desde 1996, o Programa de Educação na Rua no Centro. A empresa em que trabalho fica na Liberdade, bem no centro de São Paulo, e é triste notar o estado das crianças e jovens que moram nas ruas de lá. Falta-lhes a mais básica dignidade e muitas vezes o mínimo da condição humana.
A proposta do programa me lembrou ações do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua em Curitiba, que conheci e acompanhei (fiz reportagens à noite com eles) em 1995. Daquelas crianças, vi um se tornar educador de rua, formar família e ajudar alguns de seus amigos, superando inclusive as drogas. E aprendi a ter esperança na recuperação do ser humano, sempre que ele for tratado com dignidade e respeito.
Os projetos e história do Travessia podem ser conhecidos em seu site http://www.travessia.org.br.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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