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Acredito que todo pai já viveu uma situação na qual seu filho de pouco mais de um aninho repentinamente imita uma cena que viu na TV. Rimos, aplaudimos, contamos e recontamos a façanha como bons pais corujas, mas depois reflexionamos. Em minha família a reflexão nos fez parar de ver novelas ou programas inadequados para crianças desde que nosso filho mais velho tinha um ano e meio.

A visita dos avós no feriado nos trouxe de volta a TV ligada o tempo todo – meus pais adoram TV e assistem religiosamente as novelas da Globo – acabamos vendo programas diferentes, como na minha infância. Como boa parte das pessoas da minha geração, lembro nitidamente de ver novelas na sala, com a família toda, num clima delicioso de cumplicidade sobre o destino dos personagens. Admito que acho gostoso parar o trabalho e ficar com a famíla no sofá, mas confesso que em alguns momentos me sinto mal perante eles. O conteúdo, mesmo desta novela das 18h, tinha várias coisas que não considero adequadas para crianças e me lembrou vários estudos que li nos últimos anos sobre os malefícios da televisão à saúde física e psicológica das crianças.

Um dos maiores combatentes da televisão para crianças é o britânico Aric Sigman,do Instituto de Biologia do Reino Unido, que divulgou em 2007 uma pesquisa realizada a partir da análise de 35 estudos científicos anteriores identificando 15 efeitos negativos que a televisão pode causar em crianças. Segundo a pesquisa, as crianças de seis anos do Reino Unido já desperdiçaram, em média, um ano inteiro de suas vidas diante da telinha.

“Permitir que as crianças continuem vendo tanta televisão demonstra uma falta de responsabilidade por parte dos pais.”

A pesquisa alertava que ver televisão suprime a produção de melatonina, um hormônio que desenvolve funções relacionadas ao sistema imunológico, ao ciclo do sonho e ao início da puberdade.

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Por outro lado minha experiência recente me fez ver como tenho criado meus filhos numa “bolha”. Reflexionei sobre como a TV a cabo cria uma redoma que pode até ser negativa. E nem sempre os “programas educativos” são os melhores para a formação da criança, como explicou o professor e pesquisador Cláudio Márcio Magalhães em “Os Programas Infantis na TV – Teoria e Prática para Entender a Televisão Feita para Crianças” (Editora Autêntica).

Qual sua opinião ou experiência familiar? Conte aqui e vamos encontrar um “caminho do meio” juntos!

P.S. Vale a pena ler também o texto Ingenuidade e recepção, as relações da criança com a TV, da professora Itânia Gomes. Segundo ela, “olhar a TV com olhos de criança implica em perceber que a criança brinca com a televisão e aí, talvez esteja o seu maior trunfo”. Ou nos permita ver o tamanho do risco a que ela está exposta!

(Foto: Wynand Delport)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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