Creative commons

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Já devo ter escrito sobre o tema, eu sei, mas ontem minha irmã e eu teclamos sobre esta permissão – ou proibição – para o uso de seus textos e lembrei de falar do tema aqui. Há uma definição bem formal para o CC

Creative Commons (tradução literal:criação comum) pode denominar tanto um conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação (copyleft), quanto a homônima organização sem fins lucrativos norte-americana que os redigiu e mantém a atualização e discussão a respeito delas.

Faço uso da licença desde que tenho blog e, embora não tenha tido problemas graves de uso indevido de meus textos (pelo menos não réplicas sem citação de link e de fonte, como comentei em Texto Copiado), mas sei pelo relato de uma amiga que a licença permite aviso de que sua obra foi indevidamente copiada. A idéia surgiu para o licenciamento de projetos de software e passou a ser utilizada em outras áreas. A diferença das licenças Creative Commons está no fato de não incluir dentre os direitos disponibilizados ao público (conforme o tipo de licença) a possibilidade de manipulação do conteúdo por meio de código aberto, considerando as possibilidades de livre manipulação, distribuição, compartilhamento ou replicação destes conteúdos.


Foto: Renato Targa

O projeto Creative Commons foi lançado oficialmente em 2001 por Lawrence Lessig, professor da Universidade de Stanford. Assisti-o defendendo sua idéia no Digital Age 2.0 e foi inspirador. Como já disse ontem em A rede nos pertence, não que eu tenha ouvido grandes novidades por lá, mas o discurso dele abriu o evento e nos deu a chance de pensar na mídia online – e na mídia social, que nós blogs fazemos – com olhos vivos, brilhantes e sérios.

Numa apresentação divertida e multimídia com inserção de palavras-chave perfeitas e vários vídeos que corroboravam sua explanação – e que meu amigo Cabianca chamou de aula de história americana para explicar o conceito de propriedade intelectual – Lessing tratou da guerra a pirataria comparando-a à War on Terror que os norte-americanos vivem (vejo isso sempre na CNN e confesso que me parece uma guerra só vista por eles, mas isso é outro papo), enquanto nos convencia de que o copyright é bom para a criatividade independente de o criador ser amador ou profissional.

O fato é que vivemos um período de adaptação da sociedade à nova geração que produz e consome criações com a tecnologia e que não se percebe como criminosa ao consumir e trocar conteúdo por meios eletrônicos. Deixei o recinto certa de que é o momento de encontrar o formato para coexistência da emergente sharing economy e o copyrirght, enfim, urge fazer um update nas leis para conviver comcopyright na realidade atual. (As idéias de Lessing podem ser conhecidas numa entrevista concedida à Folha de S. Paulo no começo do mês.)

Os vídeos – que na verdade eram uma demonstração pública de sua opção nas eleições presidenciais norte-americanas – seguem abaixo para quem quiser se divertir com a cultura do Remix. 😀
Bush

Obama

Para quem se interessa ou se preocupa com o tema, o site Copy Alers permite o registro de links para receber avisos de cópias dos seus textos. Eu me registrei, recebi e-mail de confirmação e em seguida uma mensagem com aviso de quatro cópias de textos meus. Achei bem funcional e interessante!  A dica veio da @cynarar. E para licenciar o seu blog no CC, é só clicar aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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