relacionamentos

campus-malas.jpgEscrevi comentando o Campus Party e depois pensei: apesar da mídia tradicional estar comentando e mostrando (dizem, não vi) as imagens da festa, dos robôs e outras coisas geeks, nem todo mundo que me lê vai saber do que se trata – pensando bem, nem vai se interessar.

Acompanhei este eventonos blogs e alguns amigos virtuais meus estão lá nestes dias. Confesso que, exceto pelo fato eu ser uma mãe-geek, do meu filho amar robótica e ter alguns amigos que eu penso em talvez conhecer pessoalmente lá, a idéia de ir lá e enfrentar a fila que esta foto ao lado mostra não me animou não! Mas como é na Bienal e vamos quase todo domingo no Ibirapuera, quem sabe?

O Estadão, em matéria de capa, chamou o evento de Campus Party: o festival dos plugados. A matéria é de Paulo Liebert. (Aliás, a foto é de lá, espero que não reclamem) Mas nada ganha da chamada: Fanáticos por computador fazem fila no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera para a Campus Party

Na verdade, não surpreende que o evento aqui tenha esta conotação. Li na Época sábado um entrevista com Paco Ragageles, o criador o evento que acontece desde 1997 na Espanha e pela primeira vez sai do país de origem. Sim, o Brasil é o primeiro. Os motivos para esta escolha? Os organizadores justificam com dados: a adesão dos brasileiros à internet, já que lideramos os rankings internacionais de tempo de navegação e uso de sites de relacionamento, como Orkut e MSN. Eles admitiram também que o interesse da Telefônica no Brasil pesou (a empresa é patrocinadora do evento).

Alguns detalhes da entrevista dele me chamaram atenção:

Espero que as pessoas deixem de ver apenas o lado negativo da internet – como a pedofilia, as fraudes – para ver que, através dela, uma pessoa que está na Amazônia pode ter acesso a muitas informações importantes para sua formação. A informação é fundamental para todos, para o ócio e para a profissão.

 

É como uma universidade da internet que dura uma semana. Não é uma feira, é a festa dos protagonistas da internet. Não é um evento das empresas ou das universidades, mas dos usuários. Eles trazem seus próprios projetos e trocam muitas idéias.
Nós costumamos dizer que a internet é uma rede de pessoas, e não de computadores. Pedimos que as pessoas tragam seus computadores – e não que os computadores “tragam” as pessoas. O fundamental é o valor humano. As pessoas precisam se conhecer, e a Campus Party é o momento do carnaval dessas pessoas.

P. S. Segundo wikipedia, “geek é uma palavra de origem inglesa que, no jargão da subcultura de computação e Internet, designa o estereótipo do indivíduo com habilidade e interesse em tecnologia, novas mídias e programação, acima do normal.” Eu sou uma mãe-geek, sem dúvida!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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