Corrente da confiança



“Uma menina de 10 anos foi cruelmente espancada pelo pai por não ter feito todos os serviços da casa em Sooretama, no Espírito Santo, informou a TV Gazeta, do Espírito Santo. A menina ficou com hematomas por todo o corpo e teve o pulso quebrado. Ela contou que apanhou com mangueira e um pedaço de pau.
Enquanto a menina apanhava, a mãe trabalhava na lavoura.
(…)
Mais de 90% dos casos de violência contra crianças na região partem dos pais, que dizem que bateram para educar os filhos.”

Parece notícia antiga? Mas saiu no jornal O Globo de 16/06/2011

Sabem aquela marca de produtos para o lar com vendas door-to-door que promove reuniões entre amigas para divulgar os produtos? Eu lembro nitidamente porque no interior, onde cresci, estes encontros eram muito comuns e nos divertíamos muito acompanhando as mães. Mais tarde também fui consumidora dos produtos porque uma vizinha se tornou uma revendedora. Há uns dois anos ganhei um brinde da assessoria da marca e junto com ele informações sobre uma campanha que me interessou sinceramente.

Trata-se da campanha “Chain Of Confidence” (Corrente da Confiança) que busca uma mudança na sociedade em relação às mulheres – sejam elas mães, esposas, donas de casa ou profisisonais, a campanha afirma que focar nas mulheres é encontrar um caminho para uma sociedade mais justa. A campanha é internacional e tem como madrinha a atriz Brooke Shields, de quem já falei na época do lançamento do seriado Lipstick Jungle e que é uma figura feminina em evidência desde a mais tenra idade (foi lançada ao estrelato antes da adolescência com Lagoa Azul, Amor sem fim e Pretty Baby, filme no qual ela interpretava uma menina de 12 anos prostituída) e há alguns anos surpreendeu os fãs confidenciando que teve depressão pós-parto, mostrando-se uma mulher comum, como qualquer uma de nós.

Na campanha brasileira a empresa adotou a Fundação ABRINQ – e isso foi outro ponto positivo para mim, pois até meu cartão de crédito é ligado à fundação para ajudar em seu trabalho de subsidiar educação infantil e de certa forma controlar o trabalho infantil com seu famoso selo.

“A instituição privada deve se preocupar com as mulheres desde a sua infância, só assim obteremos melhores resultados quando se tornarem adultas”.

Não só as crianças serão beneficiadas por esta campanha, essa “corrente” também oferece às mulheres, troca de experiências, de relacionamento saudável, melhoria na qualidade de vida e chances de transformar seu potencial em oportunidade de carreira.

Segundo a Central de Atendimento à Mulher, um serviço 24 horas vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, 27,5% foi o aumento de denúncias ao Ligue 180, que atende a relatos de agressões ou ameaças à mulher. Entre nesta luta também, visite o www.violenciamulher.org.br e compartilhe informações com sua rede de amigos!

P.S. Este post NÃO é um publieditorial. É ativismo social.

[update] Outros posts sobre o tema:

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7 respostas para “Corrente da confiança”

  1. Corrente da confiança – ou em defesa das famílias que sofrem com violência doméstica http://bit.ly/kKqPRd

  2. Luciana Secco disse:

    Corrente da confiança – ou em defesa das famílias que sofrem com violência doméstica http://bit.ly/kKqPRd

  3. Forte e verdadeira essa mobilização!
    Quem não teve conhecimento de algum absurdo, de alguma violência que merecesse servir de exemplo!
    Perfeita a corrente de confiança!
    obrigada por compartilhar!
    bjs Sandra
    http://projetandopessoas.blogspot.com//

  4. Corrente da confiança ou em defesa das famílias que sofrem com violência doméstica http://t.co/6b4QPaL (@avidaquer)

  5. RT @cris_guimaraes: Corrente da confiança ou em defesa das famílias que sofrem com violência doméstica http://bit.ly/iW3lE4 (@avidaquer)

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