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“A trama tem como ponto de partida dois imaginários: as lendas heróicas do sertão nordestino e o encantamento da realeza europeia, ambos temas presentes nos poemas populares de cordel que tiveram origem na Europa da Idade Média.”

Já imaginou sua carreira profissional cantada por um repentista? Pois eu ganhei isso hoje da Rede Globo, uma graça. Deu dó do moço falando tanta palavra difícil (não bastasse Samantha e Shiraishi, sustentabilidade…), mas amei o presente!

Não tive tempo de contar que há uma semana eu desembarcava direto de Brasília para a festa de lançamento da nova grade de programação da Rede Globo. Já fui em eventos da emissora e digo que nenhum lançamento de novela foi tão caprichado como o encontro de terça passada que trazia ao vivo (e por streaming também) o que o tradicional canal tem para nos encantar.

Um brinde à nova programação da @rede_globo e aos amigos queridos que encontro nesta noite

E por falar em encantamento, do glamour e da sofisticação tecnológica, nada na festa ganhou de ‘Cordel Encantado’ para mim. A novela é uma fábula sobre dois universos distintos: o encantamento da realeza europeia e as lendas heróicas do sertão brasileiro. Para quem, como eu, é apaixonada pelo Brasil do interior e acaba de ler duas obras de Laurentino Gomes (1808 e 1822) que tratam exatamente da chegada da nobreza às nossas terras coloniais, a ideia do cordel encantado foi um presente.

E, ao contrário do presente personalizado que ganhei hoje (e do que ganhei na festa, um Samsung Galaxy Tab com todas as novidades da emissora já instalados para eu conferir), a nova novela das seis é um agrado para todos. No meio de tanta notícia triste, complicada, deprimente, de tanta injustiça e valores invertidos que não podemos mudar na sociedade consumista, ver a união de dois mundos representada pelo romance de Açucena (Bianca Bin), uma cabocla brejeira criada por lavradores no nordeste do Brasil, sem saber que é a princesa de um reino europeu, e Jesuíno (Cauã Reymond), um jovem sertanejo que desconhece ser filho legítimo do cangaceiro mais famoso da região, será um alívio no final do dia.

Eu ainda volto a falar das novidades que vi e ouvi sobre a programação e muito mais ainda, com certeza, sobre o Cordel Encantado, viram queridos?

E se você não ligou o nome ao estilo, cordel é aquele folheto rústico de rimas melodiosas e xilogravuras graciosas,  livrinhos recheados de histórias de amor e aventura tradicionais do nordeste e que já fizeram muita gente se emocionar, se apaixonar, sonhar. Espero que este clima e a cadência da viola estejam presentes em toda novela que estreia no dia 11/04.

P. S. A novela tem autoria de Duca Rachid e Thelma Guedes. A direção de núcleo é de Ricardo Waddington, com direção-geral de Amora Mautner e direção de Amora Mautner, Gustavo Fernandez e Natália Grimberg.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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