Convivendo com diabéticos #diadodiabetes

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Durante toda minha vida ouvi falar de diabetes e dos cuidados relacionados a ela. Meu avô materno teve diabetes no final da vida e minha mãe sempre lembrava das “tristezas” dele por não poder comer mais seus doces favoritos.

Cresci achando que ter diabetes era das piores sentenças que alguém podia receber em vida. E acho que, apesar das campanhas de prevenção e orientação, a maioria das pessoas ainda vê esta síndrome metabólica assim, que se reforça porque pensamos sempre na Diabetes tipo 2, aquela que surge mais tarde e frequentemente está relacionada a escolhas (equivocadas) na rotina que se reforçam com a hereditariedade.

Este é o caso da minha mãe. Filha de diabético (também do tipo 2), depois dos 50 anos viu-se às voltas com exames clínicos que demonstravam aumento de açucar no sangue e uma década depois estava usando insulina diariamente. Ao longo da vida ela teve outros “sinais” de que poderia desenvolver diabetes – algumas típicas da maternidade, como o sobrepeso nas gestações, bebês bem grandes – coisas que, junto com o sedentarismo e “o dentinho para doce”, pioraram o prognóstico.

Por conta destes casos, aqui cuidamos sempre muito da alimentação e eu fiz um acompanhamento super rigoroso quando estava grávida. Por sorte, nas três gestações fiquei super bem, sem alterações glicêmicas nem aumento de peso anormal. Mas não basta só cuidar dos filhos na barriga da gente, é preciso ensinar a comer bem, se exercitar e evitar que as crianças se tornem potenciais diabéticos no futuro.

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Conjugar uma dieta saudável com a prática de atividades físicas ajuda muito. Mas incluir estas pessoas nos programas e atividades também, pois fortalece a autoestima e com isso a imunidade.

E você, quer ajudar? Compartilhe informações seguras e confiáveis sobre o tema.

No Brasil, indico comunidades virtuais como Insulina Amiga e Eu, meu filho e o diabetes, que conheci com duas amigas que têm diabetes do tipo 1 e são referências na blogosfera brasileira neste tema: Caroline Naumann (do Ao Trabalho) e Luciana Oncken (do Viver com diabetes). Orientações e receitas podem ser obtidas numa publicação brasileira super legal, Comida que cuida, que tem donwload gratuito neste link.

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Vale acompanhar também os updates de associações como a Abeso, uma das apoiadoras oficiais do movimento online pelo Dia Mundial Do Diabetes – 14 de Novembro.

Lembre-se que diagnóstico precoce pode salvar vidas

Os sintomas mais comuns da diabetes são vontade frequente de urinar, sede excessiva, aumento da fome, perda de peso, cansaço, falta de interesse e dificuldade de concentração, a sensação de formigamento ou dormência nas mãos ou pés, visão turva, infecções frequentes, feridas que demoram para cicatrizar, vômitos e dor de estômago. Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com sintomas de outras doenças, por isso vale a pena reforçar estas informações para auxiliar no diagnóstico e tratamento precoces, que podem salvar jovens vidas.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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