Conversas de cozinha – e feira livre


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Poucos sabem, mas eu mantenho um blog de culinária, o Conversas (virtuais) de Cozinha com algumas amigas muito queridas: Maria Augusta, Lina e Celia. Cada uma está num país diferente e sem compromissos maiores com o blog, exceto a amizade e o prazer de compartilhar coisas deliciosas.

O gostoso do papo de cozinha é que recebemos visitas interessantes e podemos conhecer outras cozinhas. Hoje descobri um blog daqueles que a gente tem vontade de ler do início ao fim. Chama-se Con Gusto e diz de cara: “comer deve ser uma experiência única”. A autora, Bianca, é jornalista especializada em automobilismo, mas empresta seu talento aos posts sobre comidas (com receitas) e locais onde se comer em São Paulo. Amei.

Ela deixou recado num post que fizemos sobre feiras, eu contando do Japão, a Maria Augusta da França. O post da Bianca me fez comentar que só conheci a verdadeira feira aqui. Sou de Curitiba, onde não se conversa muito nem se prima pela simpatia ou hospitalidade e só descobri o prazer da feira ao mudar para São Paulo no verão de 2005. E “minha feira” é um clássico paulistano, com tudo que tem direito: pastel, caldo de cana, barracas de tranqueiras (conserta tudo para cozinha), frutas lindas e caras ou meia-boca e baratas, peixes e carnes, DVD e CD pirata (aliás, como pode ter isto em feira livre regulamentada?), a “tia” do coco e a dos temperos e chás para tudo, sem falar nos ovos e frios e embutidos, que acho tão portugueses.

Para completar o quadro, a feira fica na rua dos fundos do meu prédio, um privilégio! Adoro passar lá com meus filhos recém-saídos da aula e comer pastel com caldo de cana, conversar com os feirantes que nos chamam pelo nome e reconhecem nossas preferências e descobrir o prazer dos alimentos da época, que os mercadões e sacolões não me davam.
Bia cita o slow food e eu também escrevi um post sobre slow food há pouco mais de um ano! Tento trazer a idéia para meu cotidiano, fazendo sucos de frutas (da feira) ao invés de compra-los prontos, por exemplo. Acaba sendo um ritual delicioso na companhia da minha família. O que pode ser melhor?

P.S. Outros blogs de culinária dos quais tirei idéias ótimas: Doces Encontros, A Fresca e Umbigo no Fogão. Estilos completamente diferentes, mas ricos em qualidade e simpatia.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.