cidadania

“Duas perguntas básicas sobre a marcha contra corrupção: O que você deseja conservar quando marcha? O que a pessoa que marcha ao seu lado deseja conservar quando marcha?”
@lalgarra

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Em Um robô marchando na multidão ou um homem livre que caminha refletindo? Luiz Algarra, um dos pensadores que me influenciam por sua visão inovadora sobre nosso papel na sociedade, discutia algo que, de forma mais sutil, eu trouxe à tona no post da manhã.

Qual é a nossa forma de reagir aos aspectos da sociedade que nos incomodam?

Concordo com a preocupação de Algarra e seu chamamento para a realidade, assim como no texto indicativo de livros gratuitos sobre as políticas públicas ligadas à educação eu procurei relembrar a quem quer protestar que a melhor reação se faz com conhecimento de causa. Como lutar contra um “inimigo” sem antes conhecê-lo para estabelecer um plano de ação e estratégia de reação ao que existe e sentimos que devemos trabalhar para mudar? E que ponto pode ser mais crucial (estrutural?) para mexermos do que a educação?

“Entretanto me preocupa o grau de ingenuidade de quem imagina que a corrupção é algo que está em algumas pessoas, e não em todo nosso sistema. E daqueles que acreditam que a solução deste problema pode ocorrer sem um processo de entendimento sobre tudo o que nos trouxe até aqui na história do nosso Brasil.”

Lembro que num Sete de Setembro (de 2009 ou 2010) eu acompanhei os tuites de Laurentino Gomes, autor dos livros 1808 e 1822, que compartilhava momentos e curiosidades do Grito de Dom Pedro I com os seguidores, mostrando uma realidade não oposta, mas bastante complementar ao que aprendemos nos bancos de escola. Pouco depois ganhei os livros de minha mãe e reflexionar sobre a realidade pré e pós 1808 e os desfechos de 1822 foi um dos pontos altos das férias de verão da família. Mas esta reflexão não é comum. O mais habitual ainda é a visão ingênua citada por Algarra e reforçada por Maria Alice Miller em seu Facebook:

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E foi o post de Alice, assim como a troca com Mirna Tonus no Twitter, que me fez trazer a conversa para cá, deixando o questionamento de Algarra abaixo e também perguntando aos leitores que foram às marchas quais foram suas motivações e quais são seus planos de ativismo social a partir de hoje.

Esta é uma marcha pela igualdade social entre os homens, ou apenas defende as propriedades, as tradições e as famílias?
Não há uma resposta que explique a marcha, mas pode haver uma resposta sobre o marchar de cada um. Esta resposta pode ser encontrada se cada um aceitar a pergunta: o que desejo conservar em meu viver quando marcho com outras pessoas?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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