Continuidade ou conformismo?

palacio-planalto.jpgEstou lendo sobre a tese de um complô para manter Lula no poder até 2014. Discurso da oposição ou não, o fato é que os índices de aprovação do Presidente (em torno de 60%, isto no segundo mandato) sinalizam algo, que me assusta mais do que a falta de um nome forte no PT para sua sucessão ou a proposta de mudança na Constituição para dar ao Presidente poderes de convocar plebiscito sobre temas nacionais. Preocupo-me, e creio que não estou só, com o continuísmo. É bom e necessário que os projetos nacionais tenham continuidade, mas ao adotarmos, como eleitores, o continuísmo como opção para não estagnarmos ou retrocedermos, estamos admitindo que a ditadura (ou a monarquia Lula-PT) pode ser aceita em detrimento da democracia. O fato de parte das críticas ao governo atual ser sobre sua aceitação e opção de manter estratégias bem-sucedidas do governo anterior, ao qual se opunha com veemência, deveria ser suficiente para confiarmos na soberania de nossa Nação e em nossa capacidade de continuar crescendo, sem caudilhos.

P.S. Claro que não vivemos um estado militarizado. E sobre o tema, vale conferir a entrevista e as ações o Ministro Nelson Jobim à frente do Ministério da Defesa. As perguntas são de leitores da revista.

[update] Lula não convence ao negar o terceiro mandato

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.