sustentabilidade

Outro dia li um texto – meio antigo, publicado em 04/04/2011 – no qual Gilberto Dimenstein tratava do consumo colaborativo, prática que foi considerada uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista “Time”. E, afinal, o que é isso? “Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.”

Apesar dos argumentos de que esta “moda” é estimulada pela crise que deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, prefiro a linha de pensamento de que as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e de que há um reforço na preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Neste dia do amigo, pensei muito nas novas tecnologias e nas trocas que elas nos permitem. Se as redes sociais permitem que a gente “siga” os conselhos de amigos virtuais para escolher este ou aquele produto ou opção de lazer, elas também nos permitem saber mais dos amigos reais ou virtuais e nos dão a chance de trocar, doar ou emprestar o que os outros realmente precisam, na hora certa, para o uso correto.

Eu posso emprestar livros para os amigos ou para seus filhos, trocar DVDs que já ficaram cansativos, dar creminhos (como um da Barbie, que recebi ontem de presente mesmo sem ser mãe de menina) para amigas que têm filhas, enfim, posso ser solidária com mais facilidade. E esta solidariedade reforça os laços de amizade de um jeito que há tempos a humanidade não conseguia fazer!

Tem jeito mais generoso e amoroso de demonstrar amizade do que compartilhar? Eu não conheço! Neste dia do amigo, conte com meu coração aberto a compartilhar sempre as boas ideias e as inspirações do cotidiano com você que me lê e que me faz feliz por ter com quem conversar diariamente.

Feliz dia do amigo, querido leitor!

P.S. E se você ficou interessado na ideia do livro citado por Dimenstein, que é simpático por ir “contra essa obsessão histérica do consumo”, vale conhecer o trabalho de Rachel Botsman que mostra como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “What Is Mine is Yours” (O que é meu é seu), que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Você pode gostar também de ler:
Quem me conhece pessoalmente já ouviu meus comentários de consumidora, cobrando meus direitos e relembrando
"A simplicidade ultrapassa a adoção de uma atitude menos consumista, mas não significa um rompimento
Imaginem em pleno século XXI alguém defender uma atitude impositiva dos governos, intervindo e com
Recebi um release que dava conta de que o brasileiro é o quarto maior consumidor
Esta é para quem quer reduzir (ou evitar) o tempo das crianças em frente ao
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas