a vida quer

A primeira ceia de Natal em casa foi uma delícia, não só nas guloseimas, mas também no clima. E eu parecia uma criança de tão contente… em 14 anos de casamento, foi a primeira ceia em casa (porque o Natal que passamos sem familia no Japão nem conta, trabalhamos né?) e, como falou meu sogro no telefone para mim ontem, começamos uma nova tradição familiar.

E depois, alguns presentinhos. Eu ganhei uma Jessie com o cavalo Bala no Alvo (do Woody, Toy Story 2) dos meninos e o Gui uma bola de futebol. E todos nos divertimos no wii depois!

E em sua casa, como foi? Espero sinceramente que tenha sido muito feliz!

P.S. E para quem não lembra, na entrevista pro IG, publicada em 10/12/2009, eu comentei esta nossa visão meio diferente do Natal. Como já se passaram muitos dias, tomo a liberdade de arquivar o texto aqui.

😉

10/12 – 08:00
Espírito de Natal Consciente
A tradição familiar nunca fez com que Samantha acreditasse na época de Natal como perfeita para o consumo. Hoje, ela passa a mesma proposta aos filhos
Vladimir Maluf, especial para o iG

Querendo ou não o Natal é uma época que acabou vinculada ao consumo, tornando muitas crianças extasiadas pelo espírito do Papai Noel, o bom velhinho capaz de presentear todo mundo numa só noite. No entanto, existem tradições familiares que falam mais alto e acabam deixando esta parte mais materialista de lado. É o caso da jornalista Samantha Shiraishi.

Filha de uma mistura nipo-germânica, seus antepassados nunca se importaram muito com o Natal, a não ser por sua avó que, como típica portuguesa, era bem católica e vivia a data de uma maneira mais religiosa. “Ela montava presépios na cidade onde vivia que chamavam a atenção de toda a cidade”, conta Samantha.

Mas foi com a mãe dela que ela aprendeu tudo o que resolveu seguir com os filhos. “Minha mãe sempre teve o hábito de fazer com que a gente separasse brinquedos para doar nos finais de ano para pessoas que precisavam”, diz. Talvez ela já imaginasse que a filha seguisse o mesmo caminho; dito e feito.

Recordando a sensação da infância, em que o Natal sempre esteve voltado muito mais para a confraternização e socialização, Samantha levou a tradição nada consumista para dentro da casa em que vive com seu marido e dois filhos. Com 36 anos, conta que nunca estimulou a crença de seus filhos no Papai Noel e, muito pelo contrário, sempre afirmava que ele era uma história popular, um folclore.

E não para por aí. “Aqui em casa eu sempre disse aos meus filhos que, para ganhar um novo brinquedo, era preciso doar um antigo, mas que não estivesse estragado”, explica. Normalmente a troca é feita, porém, em 2008 foi diferente. Seus filhos não quiseram cumprir com o acordo feito e não deram nenhum brinquedo: “Naquele momento, como eu disse que se não desse nada não ganhava nada, tive que sustentar a proposta”, afirma Samantha.

Em vista de conscientizar as pessoas sobre a importância de não exagerar no consumo – nesta época do pelo menos -, a história deles acabou indo parar no blog de Samantha (www.avidaquer.com.br) e foi acompanhada de diversos blogs com propostas de boas práticas para unir consumo e sustentabilidade. “Eu convidei outros blogueiros para uma ‘blogagem coletiva’ e cerca de oitenta pessoas participaram. Tinha gente falando sobre o excesso de luzinhas, por exemplo”, se alegra Samantha.

Para completar sua ação sustentável, ela conta também que propõe aos filhos a criatividade. “Este ano pegamos caixinhas de Tetra Pak e recortamos algumas estrelas, enfeitamos com purpurina e colocamos de enfeite na árvore de natal. Eles estão acostumados a inventar”, declara Samantha que também sempre fez com os filhos cartões de Natal para dar aos familiares utilizando material escolar que sobra no final do ano letivo e é devolvido às mães pela escola. “Papel colorido, glitter, tudo que não usou volta para nós”, explica.

Mesmo criada numa cidade muito ligada ao Natal – Curitiba -, Samantha nunca participou da tradição cultural cultivada ali, que premia as quadras mais bem elaboradas com enfeites e luzes. Mas sempre a apreciou e nunca proibiu seus filhos que também o fizessem. No entanto, mesmo que isto represente um aspecto dúbio de suas opções natalinas, Samantha afirma que as diferenças entre São Paulo – onde vive agora – e sua antiga cidade nesta época lhe deixaram um pouco chocada. “Aqui em São Paulo eu percebo que as pessoas se empenham muito nesta coisa de presentear”, afirma.

No entanto, como mãe de duas crianças, ela precisa estar mais aberta. Mesmo não sendo algo natural da tradição familiar, ela concorda com a importância da criança ter uma chance, se for preciso, de conviver com uma diferente cultura. Neste ano, seu filho mais novo quis enfeitar a casa e ela não o privou disso. Por outro lado, o mais velho já vê de maneira diferente: “O Natal para mim não é muito diferente do dia a dia, a não ser pela comilança e de todo mundo ir para a mesma casa”, conta Enzo, já acostumado com a tradição.

Independentemente de tradições familiares e culturais, Samantha mostra com suas atitudes que cultivar um Natal menos consumista e mais sustentável é tranquilamente possível. No entanto, não precisa de exageros. “Eu já passei dois Natais no Japão e foi horrível saber que era um dia comum; tive que trabalhar no dia 24 e no dia 25”, revela. “Tudo depende da sociedade em que estamos, do contexto no qual estamos inseridos. Temos que nos adaptar”, completa.

Este ano ela não deixou sua proposta de lado e afirma que ainda não foi ao shopping para as habituais compras dos brasileiros desde outubro. Agora, se os filhos dela assegurarem que não irão doar os antigos brinquedos novamente, resta a dúvida sobre dar novos presentes ou não: “Ficarei num impasse”, acredita.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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