Consumista eu?

868519_no_shopping_2.jpgO consumo é uma questão que sempre me revela as pessoas e, por conseqüência, a sociedade. Sou briguenta como consumidora, mais do tipo “não piso mais lá” do que “vou rodar a baiana”, sempre disposta a fazer valer o que aprendi no tempo que trabalhei na Assessoria de Imprensa do Procon.

Uma das surpresas que tive quando mudei para São Paulo foi o atendimento. Acostumada ao atendimento no mínimo “lacônico” do curitibano, ao chegarmos neste pequeno bairro paulistano e em poucos dias sermos conhecidos por nossos nomes e preferências de compra, fui conquistada de imediato. Em Tokyo eu morei num bairro central –Tabata– e no bairro os comerciantes nos conheciam. Quando fiquei grávida, o sushiman do suhiya enviava sempre alguns dos meus sushis favoritos (hosomaki) de brinde quando Gui fazia alguma compra.

Hoje o texto Como agregar calor humano ao seu negócio e conquistar clientes, do Jairo Siqueira, me fez lembrar da diferença de atendimento. E por total coincidência, eu falei sobre consumo também no meu texto no Nossa Via, onde eu pergunto: Por que vamos ao Starbucks?

“Nós, parte de uma geração que vê a globalização pela TV mas nem sempre pode prová-la in loco, vamos ao café esperando encontrar os Friends no sofá ao lado e bater um papo com eles. Será como aqueles loucos por James Joyce que fazem o Bloom’s Day? Creio que sim, para se sentir parte de algo maior.”

Eu respondi, mas quero saber a opinião de todos, porque o tema realmente me deixa curiosa! Vai e me conta o que achou! 😉

P.S. A propósito do consumismo, dia 23/11 é o Dia sem Compras (Buy Nothing Day), iniciativa criada há 14 anos por uma fundação canadense, a Adbusters, para questionar o consumo desenfreado e que conta com adeptos em 64 países. O objetivo é ficar pelo menos 24 horas sem gastar nem um centavo. Eu vou blogar no dia sobre o tema e espero ficar sem compras, adiantando meu thanksgiving (meu dia de fazer o advento pessoal e agradecer a Deus pelas bênçãos do ano que passou não o dia do peru e de falar dos pioneiros… risos). Se você também for blogar sobre o tema, me avise, quero linkar aqui!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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