entretenimento / sustentabilidade

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Um dos primeiros ambientalistas a sair do universo “verde” de nicho, lá nos primórdios do movimento pela sustentabilidade, e conseguir ser uma voz realmente “ouvida e vista” por todos, caindo no gosto das redes de TV e do “mainstream” foi Jacques Cousteau. Ele impactou de tal forma minha geração que se tornou quase um herói da humanidade, daqueles raros que vemos no vídeo e, ao mesmo tempo, existem “in flesh and blood” (em carne e osso), permitindo-nos uma visão real de sua figura. Estas pessoas são daquelas que amamos ou odiamos, mas que não passam desapercebidas. E eu sempre observo, quando há tempo para isso, o que estas figuras míticas deixam de legado, tentando cruzar sua vida profissional e pessoal, sobrepondo imagens que me permitam ver o ser humano mais completo por trás da figura pública.

Tenho a sensação de que hoje, ao ouvir ao vivo Céline Cousteau, enxerguei boa parte do legado deste homem que mudou a forma como víamos uma parte importante e imensa da nossa vida na Terra, mas que até então era “quase uma incógnita” para a maioria de nós: a água.

Desde pequena, a ambientalista francesa segue o legado de preservação do meio ambiente deixado pelo avô Jacques Cousteau. A caçula da família Cousteau já esteve no Brasil, trabalhando na filmagem de um documentário no Vale do Javari, na região amazônica, na fronteira com o Peru, para registrar a relação que as tribos indígenas do local mantêm com a natureza selvagem e facilitar o acesso médico à região.

Comecei o post falando que consciência e responsabilidade se ensina em casa. Creio muito nisso, procuro transmitir os bons valores que aprendi para meus filhos, mas hoje, ao ouvir Céline (que exibia uma linda barriga de gravidez, o que tornou ainda mais terna e familiar minha impressão da sua apresentação), percebi que além de ensinar estes dois valores – consciência e responsabilidade – nós, pais (avós, tios, enfim, famílias) podemos ensinar em casa a reagir, a empreender, a alterar de forma positiva a forma como convivemos com a biosfera e como nos agrupamos como humanos.

Além de ensinar como nos inserimos no mundo (que devemos cuidar da natureza, consumir moderadamente os insumos e conviver de forma harmônica com os outros seres vivos com os quais compartilhamos o espaço), é nosso dever, como cidadãos os século XXI e desta realidade de hipermídia e compartilhamento constante de experiências de vida, ensinar nossos filhos a disseminar as boas ideias. Todos nós podemos fazer algo, não só pelo meio ambiente, mas por quem já faz algo pelo meio ambiente.

Achou confuso?

Explicando: desde 2006 Céline Cousteau trabalha com o pai na produção de documentários sobre o meio ambiente, mas, há pouco tempo, começou com a própria ONG, chamada CauseCentric. Seu objetivo principal é despertar a atenção e inspirar pessoas a tomarem atitudes, disseminando vídeos curtos na internet, que mostrem as soluções para os desafios ambientais que temos pela frente.

“Quando as pessoas entendem o que está acontecendo com o meio ambiente, fica mais fácil de perceber como cada um de nós é responsável por tais consequências. A saúde e o bem-estar da natureza dependem de nós – e nós também dependemos dela”.
Céline Cousteau

Por fim, após nos inspirar (e ela usa muito esta expressão, dizendo que todos nós temos algo de Jacques Cousteau e podemos inspirar outros a serem melhores, cada um em sua expertise, área, com seus métodos, mas disseminando o bem apaixonadamente), Céline comentou algo sobre o Fórum Global de Sustentabilidade SWU que também me agradou muito: “não é apenas uma conferência, é também um evento participativo onde as pessoas podem celebrar e sentir que este também é o mundo delas e que, juntos, podemos fazer a diferença”.

Gostou? Veja abaixo algumas das produções de Céline que nos permitem conhecer projetos que não teriam recursos para marketing, mas se tornam acessíveis para todos nós graças à sua produção e divulgação. Quem sabe se não tem um aí, pertinho de você, que merece ser resgatado e mostrado também?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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