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Raramente, nestes quase 10 anos de @avidaquer, eu deixo de postar num dia de semana. No dia 30/10 eu o fiz por um motivo nobre: fui dar “um abraço” no Rio 2016.

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O nome parece sem sentido, mas explica muito bem o que significou minha viagem para visitar a sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016  e a honra de fazer parte do primeiro grupo de influenciadores brasileiros convidado a se engajar no movimento *olimpismo”, participando ativamente da sistematização do legado que as Olimpiadas deixarão no nosso país.

Faço questão de começar falando do Olimpismo, da filosofia por trás dos jogos.

Herdada dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, a filosofia utiliza o esporte como instrumento para a promoção da paz, da união, e do respeito por regras, e adversários. As diferenças culturais, étnicas e religiosas são de grande importância nesta forma de pensar baseada na combinação entre esporte, cultura e meio ambiente.  A educação, a integração cultural e a busca pela excelência através do esporte são ideais a serem alcançados. O Olimpismo tem como princípios a amizade, a compreensão mútua, a igualdade, a solidariedade e o “fair play” (jogo limpo). Mais que uma filosofia esportiva, o Olimpismo é uma filosofia de vida. A ideia é que a prática destes valores ultrapasse as fronteiras das arenas esportivas e influencie a vida de todos.

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O objetivo é contribuir na construção de um mundo melhor, sem qualquer tipo de discriminação, e assegurar a prática esportiva como um direito de todos.

Nosso encontro começou na coletiva que divulgava o Relatório de Carbono dos Jogos. O documento traz a estimativa do cálculo da pegada de carbono dos Jogos e as ações de redução, compensação e mitigação tecnológica, reforçando a decisão irrevogável de fazer com que os Jogos estimulem uma economia de baixo carbono e que as soluções comecem a ser implementadas desde já.

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Essa decisão ficou clara na visita que fizemos à sede, toda construída com materiais sustentáveis e modular (com containers, num estilo construtivo ao qual eu prometo voltar num próximo post) e que cresce conforme há demanda. Para se ter uma ideia do quanto isso tem valor, quando o comitê nasceu sobrevivia com 30 funcionários fixos e em 2016 a expectativa é de que o prédio abrigue 3 a 6 mil pessoas. Já pensou no elefante branco que estaria às moscas nestes primeiros anos ou na insanidade de tentar “apertar” as pessoas no momento mais maluco e agitado do evento internacional?

Tudo isso fica mais fácil com planejamento inteligente. O pensamento macro e o olhar para os detalhes fazem diferença no piso, nas instalações de banheiros, ao privilegiar iluminação natural e escolher lâmpadas LED, na alimentação, no formato das salas de trabalho. Este olhar é responsabilidade, em grande parte, da gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Rio 2016, Tânia Braga, que nos ciceroneou na visita. Segundo ela, a primeira tarefa é evitar as emissões. “Nosso objetivo é implementar ações para minimizar as emissões de gases de efeito estufa, ou seja, entregar Jogos de baixo carbono e, ao mesmo tempo, criar um legado benéfico e duradouro para a economia do país.”, explica. Tânia é transparente sobre a estimativa da pegada total dos Jogos, considerando todas as emissões de operações, construção das instalações, infraestrutura da cidade e dos espectadores, que deve ser de 3,6 milhões de toneladas de carbono.

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A compensação por meio de mitigação tecnológica será de 2 milhões de toneladas e, para isso, o Comitê conta com as soluções inovadoras da Dow, Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos e Parceira Oficial de Carbono do Rio 2016. A empresa conta com uma série de ações nas áreas de agricultura, indústria e infraestrutura seja com a utilização de soluções que proporcionam maior eficiência energética ou por meio de tecnologias para diminuir o desperdício de alimentos, por exemplo.

Parte se dará com o plantio de árvores e o restante será realizado através do desenvolvimento de programas de restauração de bioma da Mata Atlântica entre outras soluções de incentivo à economia de baixo carbono. Além disso, o Comitê tem a meta de concentrar seus esforços no planejamento da operação para reduzir as emissões na fonte. Entre as iniciativas estão a redução de materiais por meio de um design inteligente, compras sustentáveis em toda a cadeia de produção e a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis renováveis e alternativos.

O relatório completo pode ser acessado no link http://www.rio2016.com/jogo-aberto/documentos.

Em um dia, vi e ouvi muito, detalhes e histórias que merecem detalhamento em próximos textos.

O que posso dizer é que o estado do Rio de Janeiro, responsável pela compensação de 1.6 milhões de toneladas de carbono do grande evento esportivo, tem o ônus e o bônus de sediar as Olimpíadas. Do que ouvi, gostaria de estar perto para aproveitar tudo e queria que as escolas de meus filhos e a comunidade onde moramos também recebesse benefícios e um legado como o que ficará para os fluminenses.

🙂

Sobre o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 é uma associação civil de direito privado, com natureza desportiva, sem fins econômicos, formada por Confederações Brasileiras Olímpicas, pelo Comitê Olímpico Brasileiro e pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Sua missão é promover, organizar e realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, seguindo as diretrizes do Contrato da Cidade-Sede, do Comitê Olímpico Internacional, do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) e da Agência Mundial Antidoping, e respeitando a legislação brasileira, a Carta Olímpica e o Manual de Regras do IPC.

Veja todas as minhas fotos do encontro na fanpage do blog:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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