Conectmídia: Hábitos de consumo de mídia na era da convergência

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Infelizmente numa cidade do tamanho de São Paulo a gente não consegue aproveitar tudo. Fui convidada para um evento no qual o IBOPE Mídia passaria para a imprensa e convidados um estudo sobre hábitos de consumo de mídia na era da convergência, feito de 24 a 28/08 com 800 pessoas com mais de 10 anos de idade da região metropolitana de São Paulo.

O estudo Conectmídia revelou que 70% da população paulistana indica o celular como item prioritário no dia-a-dia e 30% são a favor da propaganda no aparelho, confirmando o que a gente já sabia: o cenário contemporâneo é marcado pela convergência das mídias, pela alta tecnologia e pela disseminação de vasta quantidade de informação. Além do que já intuíamos, a pesquisa propõe uma reflexão sobre os impactos da era do conhecimento.


O que a análise de especialistas nos diz?

“A conectividade leva os usuários a um patamar de participação nunca antes imaginado. As personagens dessa nova história interagem, disseminam conteúdo, intervêm e opinam com muito mais vigor e velocidade”. [Juliana Sawaia, gerente de marketing do IBOPE Mídia]

“O espectador transformou-se em colaborador com a evolução das formas de comunicação. As pessoas reportam novidades e trocam informações, mas o que as diferencia é o potencial de influência e decisão em seu círculo de relacionamentos”. [Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia]

Por estarmos envolvidos diariamente com muitos meios, nos tornamos consumidores mais exigentes, bem informados e concorridos. Segundo a pesquisa, 81% importam-se mais com a qualidade da informação do que onde a encontram, e o conteúdo torna-se o grande protagonista, independente da plataforma em que está exposto.

“Quem quer alcançar e agradar a este novo consumidor, precisa estar ciente de que para conectar-se à nova realidade é necessário interagir com o tempo que é escasso, lidar com o volume de informações que é crescente, monitorar o padrão de consumo que é dinâmico e desvendar os desejos que estão cada vez mais singulares”.

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Mas nem tudo são flores: 53% das pessoas sentem-se pressionadas com a quantidade de informação disponível nos dias atuais. E 2/3 da população de até 24 anos crê que consegue absorver toda a informação e tecnologia disponíveis, transformando quantidade em qualidade e excesso em aprendizado. Quase metade deste mesmo grupo paulista (46%) acredita que o tempo é um elemento que estará escasso em 2020, junto com limitações como recursos naturais( 81%), saúde (65%) e trabalho (56%). A frase “Sinto meus dias passarem muito mais rápido do que antigamente” é comum a 90% das pessoas, sendo 93% de mulheres e jovens entre 25 e 34 anos. E o tempo é o que 86% dos entrevistados gostaria de ter mais para si!

“O consumo simultâneo de mídia é inevitável e já faz parte da rotina de uma parcela considerável da população. A sinergia entre os meios de comunicação é fundamental”.

Os resultados me fizeram, novamente, me sentir meio fora da minha faixa etária – mas no bom sentido, ou seja, rejuvenesci – porque, quanto ao consumo das mídias, 82% dos paulistanos se dedicam um meio de cada vez. Mas entre os consumidores jovens a convergência de outros meios com a internet é representativa (e repete meu ritmo de vida): quase metade  acessa a web enquanto assiste à TV ou ouve rádio. Só não me identifico muito quanto ao hábito de baixar filmes e séries (ainda prefiro ver na TV a cabo de tão acostumada que estou com a programação), pois 45% dos entrevistados de 18 a 24 anos o fazem regularmente.

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Querem saber o que me causou estranheza? Fiquei de fora do “público adulto” que é de 25 a 34 anos… aos 36, em qual faixa será que eu seria enquadrada? Pré-idosa? Que coisa estranha, né? Enfim, estes “adultos” são mais preocupados com a qualidade da informação consumindo simultaneamente mídia impressa e televisão, tanto quanto mídia impressa e rádio.

“O aparelho celular firma-se cada vez mais como uma multiplataforma de comunicação”.

E dentre as mídias, quais são mais importantes no cotidiano? A televisão (77%), o telefone celular (70%), o computador com acesso à internet (58%) e o rádio (46%). Mas só 30% dos entrevistados concordam com a propaganda no celular.


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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