Compreender é acolher, cuidar é preservar #semtrabalhoinfantil

Quando conheci o movimento Todos pela educação (que congrega os interessados num país melhor construído com educação para todos) o que me mais me encantou foi a ideia de que só seremos um país independente quando tivemos atingido uma meta mínima de educação universalizada, ou seja, com crianças na escola e jovens estudando nas séries que lhe cabem de acordo com a idade.

Desde então sou uma voluntária e entusiasta do movimento, acompanhando o que o pessoal realiza por lá. E é difícil não concordar com as 5 metas deles.

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Não dá pra dizer que alcançamos uma independência de verdade enquanto nosso país não tiver escolarização plena.
No Brasil, a exposição ao ensino, ou seja, o tempo na sala de aula, ainda é muito baixa, uma vez que a jornada mínima diária obrigatória nas escolas é de apenas quatro horas, segundo dados do Todos pela Educação. Na prática, o tempo de exposição efetivo é ainda menor, se forem levados em conta fatores como a ausência de professores, a falta de infraestrutura de algumas salas de aula ou mesmo a evasão provocada pelo trabalho infantil. É da nossa conta reconhecer esse problema! Como nosso país pode erradicar os problemas da baixa jornada escolar e da evasão? E nós, como podemos fazer a nossa parte?

E sempre que vejo este papo na fanpage do Promenino (todas as quintas à tarde) relembro do quanto olhar para a educação com seriedade e honestidade nos permite compreender os motivos que levam famílias a aceitarem as condições de trabalho infantil e a inserção profissional de jovens no mercado de trabalho (sem ser como aprendiz).

Compreender é acolher, cuidar é preservar.

É isso que falta para nós, entender o quanto e até que ponto “É da nossa conta!”.

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Hoje, durante o papo, uma pessoa citou no meu update o vídeo que incorporo abaixo e que debate a educação atual.

Na animação adaptada de uma palestra de Sir Ken Robinson, especialista em educação e criatividade, é interessante ao relembrar o quanto a educação atual é anacrônica.

Mas eu entendo que educação e escola não quer dizer “sala de aula com professor atuando no cuspe e giz”. Para mudarmos a realidade do nosso país eu acredito sim que devemos ainda investir em instituições de ensino de qualidade e oferecer qualidade de educação universalizada para todos. Para alguns de nós, empresários ou profissionais liberais, pode ser razoável pensar em um modelo menos rígido de ensino, mas para quem tem um “trabalho convencional” com horário fixo e fora de casa, acho que o ambiente escolar é o grande espaço de conhecimento.

Este espaço precisa ser melhorado? Sem dúvida! Mas antes de mais nada precisam existir espaços para todos, universalizando o acesso ao ensino!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.