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Um estudo descobriu por que muitas pessoas com sobrepeso que fazem a cirurgia de redução de estômago voltam a ganhar peso.

Boa parte dos pacientes engorda quase tudo que emagreceu.

O que explica isso é a diminuição de um hormônio que fica no intestino e avisa ao cérebro que estamos saciados. Se esse aviso demora a chegar, a pessoa continua comendo.

Essa notícia me lembrou o trabalho da Psicologa Luciana Kotaka, que atua justamente no atendimento de pacientes em pré e pós operatório de redução de estômago.

Autora de livros, como “Comportamento Magro com Saúde e Prazer“, Luciana ensina a mudar a forma como a pessoa se vê.


Nesse livro a nossa prática clínica é ilustrada com casos de sucesso, mostrando que o emagrecimento é uma conseqüência e não o primeiro objetivo principal. O processo terapêutico de auto percepção somado aos conhecimentos da nutrição, são transformados em prática, tornado-se em hábitos saudáveis, levando com sucesso, a um corpo mais feliz, com mais saúde e magro.

É um longo trabalho porque a mídia não ajuda, né?

Se desejar uma dieta da moda busque uma revista, se desejar receitas light e diet, compre um livro de culinária. E se desejar mudar de vida? Se o seu desejo seja entender o comportamento alimentar, e como o alimento se torna uma válvula de escape permitida, vá além.


Amiga de longa data, Luciana é daquelas pessoas que ama o que faz e que tem muitas histórias para nos inspirar, frutos da vivência no consultório. Algumas estão em seu livro de estreia, “Estômago Magro Pensamento Gordo, que publicou com Elisabete Zamboni Porfí­rioe Marilize Tamanini.

Na obra, ela explica que quem decide pela cirurgia bariátrica precisa ter a consciência de que o tratamento da obesidade é para o resto da vida e exige comprometimento para que o resultado seja um sucesso – a recuperação da autoestima e da saúde.

A empatia e a segurança proporcionadas pelos profissionais são os pontos de partida para a decisão que vai mudar tanto a vida de quem opera, como a de seus familiares. O processo anterior e posterior da cirurgia representa um desafio para o paciente, assim como para os profissionais envolvidos. A vivência de consultório, com pacientes submetidos à cirurgia, mostrou às autoras que os alimentos e o peso estão muito além das calorias e da rotina de vida, a alimentação é um ato que soma sentimentos, comportamentos e atitudes. Mudar requer coragem para ultrapassar os vícios de alimentação e os medos até alcançar o objetivo almejado.

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E tem motivo para se preocupar com essa mania de dieta? Tem sim! Elas podem esconder doenças classificadas dentro da Psiquiatria e  como alterações drásticas no comportamento alimentar e caracterizam-se pela utilização de dietas restritivas, produtos e medicamentos para emagrecimento, sem orientação especializada, que resultam em doenças que necessitam de acompanhamento psicológico.

Os transtornos alimentares como a anorexia, bulimia e a compulsão alimentar, englobam múltiplos fatores na sua origem, é uma patologia que envolve o biológico, psicológico e social. Pode ser desencadeado por uma série de fatores associados a outras doenças como a depressão e ansiedade, como também situações de alto estresse, dietas, separações, perdas. Esse é um problema que atinge principalmente as meninas. Apesar da prevalência entre mulheres, dados mostram que a incidência entre os homens está aumentando vertiginosamente. Segundo pesquisa publicada no American Journal of Psychiatry, 10% a 15% da população mundial com bulimia ou anorexia é formada por homens, sendo que 20% deles são homossexuais.

Esses distúrbios alimentares quando ocorrem na infância não estão relacionados a uma preocupação com a imagem corporal. Frequentemente aparecem na adolescência, evidenciando uma marcada preocupação com a imagem do corpo. Segundo a psicanalista Fabiana Benatti, são as psicopatologias da contemporaneidade que colocam em evidência o paradoxo do excesso e da falta, numa cultura que fomenta um modelo inviável do corpo ideal com uma saúde perfeita.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar. Em estudos de longo prazo o índice de mortes provocado por esses transtornos é alto: entre 18% e 20%. Segundo dados do Centro Nacional de Informações sobre Transtornos Alimentares do Canadá (NEDIC), a incidência mundial de mortes relacionadas à anorexia em mulheres entre 15 e 24 anos é 12 vezes maior que qualquer outra causa nessa faixa etária.

Segundo a psicanalista, os tratamentos variam de acordo com o transtorno apresentado, é precisamente por isso que esses casos de transtorno alimentar e obesidade exigem a elaboração de um projeto terapêutico na singularidade de cada caso, que acesse a ruptura na vida de jovens para lidar com os conflitos e com os processos de autonomização próprios dessa idade.

“A família implicada ao tratamento pode ajudar bastante. Além disso, fica evidente que o tratamento necessita de abordagens médico-nutricional, psicólogo e psiquiatra quando há necessidade da inclusão de terapia medicamentosa, não há droga específica para distúrbios da conduta alimentar, os antidepressivos, os ansiolíticos e, às vezes, os antipsicóticos são recomendados nos casos mais graves, nos casos extremos a hospitalização será mais efetiva.”

Se você conhece alguém que nunca faz as pazes com a balança e que tem comprometido sua saúde com a busca de soluções para problemas emocionais na comida, preste atenção! Se informe e ajude!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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