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Juro que perdi o sono nesta madrugada, naquela hora em que os sabiás cantam antes do amanhecer, pensando no 11 de setembro. É maluco, eu sei, nem vivi dramas pessoais com a data, mas vivi o drama da insegurança que se criou depois dos ataques às Torres Gêmeas há exatos nove anos. Levantei e fui ver na internet, no celular, se estava tudo bem – e confesso que só dormi depois de olhar os sites de redes como CNN e confirmar que nada “novo” acontecera na War on Terror que se firmou depois dos ataques de 11 de setembro.

Para quem está ligado na data também, fica a dica: nesta noite o ‘Globo News Documento’  mostra, de Nova York, como estão as obras de reconstrução no local em que ficavam as torres gêmeas do World Trade Center antes do triste episódio. A repórter Sandra Coutinho entrevistou o engenheiro responsável pelas obras e vai mostrar ainda como vivem hoje alguns dos personagens envolvidos nesta tragédia.

Foto: A repórter Sandra Coutinho e o cinegrafista Anderson Gazio, em Nova York. Crédito: Divulgação/ Globo News

Foto: A repórter Sandra Coutinho e o cinegrafista Anderson Gazio, em Nova York

No Marco Zero, em Nova York, estão sendo construídos quatro edifícios comerciais que vão dividir espaço com um memorial e um museu em homenagem às 2969 vítimas dos atentados. Quando as novas construções estiverem prontas, entre 40 e 50 mil pessoas vão trabalhar diariamente no local. “Me sinto bem por atuar nesta reconstrução. É emocionante participar disto. Me sinto muito orgulhoso”, afirma o engenheiro Glen Fidje, um dos responsáveis pelas obras. Quando estiver pronto, o conjunto de prédios vai ser o maior complexo de construções verdes dos Estados Unidos. “Eles têm mais eficiência energética, mais entradas de ar e o material usado é reciclado e certificado. O vidro dos painéis refletem a luz solar para minimizar os gastos de energia durante o verão e restringimos o uso de água com sistemas mais econômicos”, explica o engenheiro.

No especial, será mostrada ainda a história de um detetive da polícia de Nova York que atuou na retirada de vítimas dos escombros e ajudou a socorrer a população desorientada. Gary White lembra que ficou quase três semanas sem retornar para casa. “Dormi na delegacia por cerca de três semanas. Nem tomava banho direito. Fazia o trabalho normal de policial e depois auxiliava na procura de pessoas desaparecidas”, conta Gary. Ele ficou mais de seis meses neste trabalho e, um ano depois, começou a ter problemas de saúde devido à exposição à poeira que se espalhou quando os prédios desabaram. Ele teve um derrame sério e chegou a ficar com os movimentos do corpo paralisados por um tempo. Passava a maior parte dos dias no hospital e todo seu dinheiro era usado para comprar medicamentos. Depois de todas as dificuldades que enfrentou, ele resolveu criar uma fundação para ajudar policiais como ele, que tentam se aposentar por invalidez causada pelos desdobramentos do 11 de setembro. Todos os dias ele recebe pelo menos 800 e-mails com pedidos de ajuda.

Herbert Ouida também soube usar seu sofrimento como inspiração para ajudar outros necessitados. O americano trabalhou no World Trade Center durante trinta anos e estava no 77º andar quando sua torre foi atingida pelo primeiro avião. Conseguiu descer as escadas e escapar com vida, já o seu filho de 25 anos, que trabalhava a quase trinta andares acima, não teve a mesma sorte e não conseguiu se salvar. No entanto, a dor de perder um filho não transformou apenas a vida de Herbert. Ele e a esposa criaram e administram sozinhos uma fundação que já ajudou 300 mil crianças com problemas de saúde. “Isto tem sido a cura das nossas feridas. Conseguimos, só eu e minha mulher, mais de U$ 1 milhão para a instituição. Ajudamos crianças que têm medo do escuro, meninos e meninas que viram o que aconteceu. Temos também um programa para ajudar professores a identificar crianças que sofrem”, conta.

O ‘Globo News Documento’ sobre os atentados terroristas que chocaram o mundo vai ao neste sábado, dia 11, a partir das 20h30, na Globo News.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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