Como vai o seu nariz?

Respire fundo; puxe o ar pelo nariz e solte pela boca. Essa simples ação do corpo humano, para muitos, é um problema de “tirar o fôlego”. Ainda falta muito para de fato conscientizar a população sobre os cuidados com o nariz, as vias aéreas superiores e com a respiração em geral, parte do nosso corpo que vamos deixando para cuidar depois e da qual só lembramos de fato quando uma gripe forte nos pega.

Li que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma em cada sete pessoas no mundo sofre com algum tipo de alergia respiratória e que a incidência de problemas respiratórios aumenta em 40% no inverno, segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Quem mora em cidades grandes ou com clima muito seco, como São Paulo, tem outros problemas acarretados pela poluição e o clima (muito seco ou muito úmido).

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Aqui em casa não é diferente não. As “ites” (renite, sinusite, bronquite) já nos judiaram muito e felizmente descobri que tínhamos mais alergia da umidade (e mofo) de Curitiba do que da poluição e baixa umidade do ar de São Paulo, mas nem por isso passamos incólumes pelos invernos amenos da capital paulista. O que faço para cuidar da saúde da família é redobrar cuidados e observar cada um no cotidiano, procurando antever sintomas suaves.

Eles podem ser detectados em situações cotidianas, mas campanhas como o “Jogo dos Aromas”, um teste elaborado por médicos otorrinolaringologistas em que o público tenta identificar, apenas com o olfato, 10 cheiros diferentes escondidos em uma caixa surpresa, ajudam muito. A brincadeira faz parte da campanha “Caminhos da Otorrinolaringologia”, promovida pela ABORL-CCF, que visita cidades brasileiras por estes dias.

“Fundamental para a nossa sobrevivência, o olfato está diretamente ligado ao paladar e é um grande aliado para evitar perigos, como alimentos estragados, escapes de gás ou presença de fogo. O sentido também é importante nas nossas relações com outras pessoas. Através dos ferormônios, o olfato também está relacionado ao despertar de emoções e da memória.”

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E não se trata apenas do olfato. A mucosa olfativa corresponde a 90% das sensações gustativas, ou seja, pelo olfato começamos a sentir os sabores. Infelizmente demoramos a ir ao médico para tratar distúrbios desta área, que quando são graves podem ir de “anosmias”, perda total do olfato até as “hiposmias”, diminuição de tal capacidade. Nos casos mais comuns, os distúrbios do olfato podem ter causas obstrutivas, como desvio de septo, polipose nasal ou resfriado (quando as substâncias odoríferas não conseguem chegar à área olfatória do nariz) ou mostrarem que há alterações no epitélio olfatório ou nas áreas do cérebro responsáveis pela percepção dos cheiros (quando as causas neurológicas).

Minha mãe sofre de um distúrbio neurológico assim e acompanho há uma década sua perda de olfato, uma realidade que a entristece muito e ao mesmo tempo nos preocupa, pois, de fato, ela não percebe se uma comida está queimando ou, pior, se tem gás vazando.

Por viver esta situação em família é que estou sempre alerta para o tema e indico que as famílias observem como anda o olfato dos seus queridos. E se notarem algo diferente ou errado, cuidem deles enquanto há tempo para tratar.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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