Fazendo coisas “como uma menina” #LikeAGirl

Mulheres reunidas são uma coisa! Quando se voltam para um tema do qual gostam muito, ficam quase impossíveis.

🙂

Tem sido assim no nosso grupo do Cartas para o futuro.

E nesta semana surgiu lá um post da Jacqueline Laloufla sobre uma campanha em vídeo que faz uma interessante reflexão sobre o que seria fazer coisas ‘como uma menina’.

“Em uma audição, convidou garotos e garotas mais velhas a encenar situações que eram descritas assim: correr como uma menina, lutar como uma menina, jogar uma bola como uma menina.
Os resultados eram caricaturas de comportamentos, que quando interpretadas por meninos ficavam ainda mais estereotipadas.”

 

Aqui me lembrei do texto da Ruth Manus que causou comoção na semana passada e de uma das réplicas, da Nana Queiroz, que fechou com chave de ouro com uma frase:

“Vamos parar de generalizar nossas experiências como se fossem as de todo mundo.”

A meu ver, feminismo é muito mais sobre liberdade para se fazer escolhas. E em textos como este da Jacqueline, vejo que as novas gerações tendem a deixar estes estereótipos para trás e nosso “maniqueísmo” vai junto.

Vejam só:

No vídeo, depois das imagens animadinhas que postei acima e tiram sarro do jeito de menina, surgem meninas mais novas, convidadas a interpretar as mesmas descrições de cenas.

Ao mostrar o que era correr como uma menina, elas não se fizeram de rogadas e deram o melhor de si, seja correndo no lugar ou saindo pelo set de filmagem. O mesmo aconteceu com todos os outros pedidos, que foram feitos com garra e com vontade. Questionada sobre o que significava ‘correr como uma menina’, a garotinha de vestido rosa esclareceu: “correr o mais rápido que eu puder”.

Conclusão… pode ser que esse conceito negativo da comparação como uma menina só se torne um insulto no início da adolescência, entre os 10 e 12 anos, depois que garotas e garotos já se cansaram de ouvir que atividades que não são feitas com uma determinada ‘qualidade’ são coisa de menina.

Como mãe eu sei que começa antes, na entrada para a segunda infância, quando naturalmente eles começam a notar para valer as diferenças e passam a fazer turminhas separadas. Mas quem piora esta segregação somos nós, quando tipificamos e classificamos comportamentos, brinquedos, brincadeiras, desenhos animados, roupas… as crianças só reagem ao que lhes é apresentado – ou, em alguns casos, imposto.

E, por fim, antes de colocar aqui o vídeo, vale ressaltar que no último trecho, todos que participaram da audição são convidados a refletirem sobre a atuação que fizeram e são convidados a mostrar como seria ‘rebater como uma menina’ sem pensar em estereótipos.

O resultado é completamente diferente do inicial.

Vamos  buscar resultados diferentes no nosso cotidiano também?

P.S. Segundo Jacque, o intuito da marca, através da campanha Always #likeagirl é mostrar que isso pode significar coisas incríveis, se deixarmos de usar essa expressão como uma forma de humilhar ou diminuir alguém.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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