Como ser uma mulher que transforma? Comece mudando a forma como reage ao mundo

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O post de Dafne Dias (@elfinha) sobre um evento me mostrou que não sou exagerada na educaçao para igualdade que é a constante em nossa família. Quero formar homens bons!

Ela contava que uma das palestras do seminário Mulheres reais que transformam trazia Tony Por­ter, co-fundador de A Call to Men, en­ti­da­de que com­ba­te agressões con­tra mul­he­res e crianças, e confessava que a postura dele mudou sua forma de ver as questões de gênero.

“Tony Por­ter deu uma pa­les­tra super mo­ti­va­cio­nal, que abriu os meus olhos sobre como nós (eu, você, seus pais etc) in­cons­cien­te­men­te co­lo­ca­mos idéias ma­chis­tas nas crianças usan­do fra­ses bobas, porém que se ana­li­sar­mos pos­suem muito mais do que um sim­ples sig­ni­fi­ca­do. Quan­do fa­la­mos para um me­nino “Cho­rar é coisa de mul­her!”, ou “Você joga fu­te­bol igual a uma me­ni­na!”, es­ta­mos de­ne­grin­do a ima­gem da mul­her. Pre­ci­sa­mos parar e pen­sar que todos nós, ho­mens e mul­he­res, temos sen­ti­men­tos, qual é o pro­ble­ma em ex­tra­va­sar cho­ran­do? Ou por­que fazer uma comparação entre sexos?”

Ao ler o post eu lembrei que hoje Raphaela Rezende, a editora do Ciranda Materna do grupo Mães (e pais) com filhos deixou um convite para fazermos posts no dia de hoje, 19 de novembro, Dia Mundial pela Prevenção da Violência Doméstica contra a Criança, data na qual os blogs Mamíferas e Cientista que virou mãe convidam para a blogagem coletiva “Eu não bato no meu filho. Dou o exemplo”.

Na hora confesso que eu comentei: será que ainda precisamos alertar as pessoas sobre isso? Mas aí me lembrei de quando estive no Roda Viva tuitando sobre o tema (na época da Lei da Palmada) e como pouco tempo atrás ainda havia controvérsia sobre a questão.

Continuo entendendo a situação como vejo a maior parte dos problemas atuais, acreditando que a solução está na educação. Sempre voltamos para educação, afinal, ela é a grande aliada da nossa sociedade – e uma aliada que tem sido deixada de lado em quase toda nossa história. Pais com mais capacidade de discernimento não precisarão de leis da palmada para não agredirem os filhos, serão pessoas capazes de escolher com sabedoria como, quando e onde iniciar uma família.

E, claro, aqui somos radicalmente contra agressão física, da mesma forma que a agressão verbal ou a opressão psicológica estão fora da nossa ética familiar. Meu marido e eu tratamos nossos filhos com amor e respeito, deixando claro para eles, desde cedo, que vivemos numa relação de cuidados mútuos e que nós temos a autoridade para gerir a família, o que não nós faz donos da verdade nem déspotas, mas nós torna os responsáveis finais pelo bem estar da família. Nestes quase 13 anos como pais esta postura tem sido suficiente para garantir nossa relação pacífica e harmoniosa.

Espero que na sua casa a família conviva muito bem também!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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